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Alerta vermelho: Náutico
em linha de colisãoa
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 19 de Junho de 2007
Limite
tem limite! Ou o Náutico volta a vencer
no Campeonato Brasileiro 2007, ou vai permanecer
na zona de rebaixamento até o desfecho
final: o amargo retorno à Segundona em
2008. A partida diante do Goiás nem foi
esse desencontro todo, se considerados os 45 minutos
iniciais. Mas, ao final, o resultado adverso acendeu
o sinal de alerta e todos estão em xeque
nos Aflitos.
Quanto ao time, falta comando
técnico, esquema tático e, é
claro, os gols e a conseqüente soma dos três
pontos. Se não existe a tão exigida
qualidade técnica dos jogadores, então
a falha (ou culpa, como quiser) é da diretoria
alvirrubra. Por sinal, do jeito que a situação
vai, duvido muito se caso os atuais dirigentes
do futebol renunciassem se haveria alguém
que notasse a ausência desses improvisadores...
Da maneira que o time está
atuando, em casa ou fora, ninguém precisa
continuar a perder tempo. Para quê treino?
Concentração, nem pensar! Todo mundo
é liberado para fazer o que quiser durante
a semana e basta aos jogadores se encontrarem
no dia jogo. Aí, o treinador joga as camisas
para cima, como num bamburim, e quem pegar uma
das 11 entra em campo e tenta mostrar futebol
(ou algo parecido, pelo menos).
Se não der "aí
a gente levanta a cabeça e parte para outro
vexame" (quem já não ouviu
essa frase feita de um jogador profissional em
entrevistas, após sucessivos fracassos
numa temporada, hein?).
Sem perder tempo nem palavras:
na Primeira Divisão não há
espaço para amadores. Muito menos para
amadorismos! Não houve o mínimo
planejamento por parte dos dirigentes do Náutico
para disputar a Série A! E o mau resultado
está sendo colhido em campo, a cada sofrível
rodada. Em futebol, na maioria das vezes, o time
é um reflexo da sua diretoria. Não
dá para enganar muita gente por muito tempo,
sem ser descoberto!
É muito cômodo
a um clube ficar esperando verba pública,
de campanha de governo, ou prefeitura, ao invés
de buscar investir - e levantar capital - do seu
próprio departamento de marketing. Quem
é profissional tem que saber lidar com
essas adversidades e fazer valer o salário
que recebe. Dizer que não tem dinheiro
é muito comum a qualquer brasileiro. Agora,
você dispor de uma marca centenária
como o Náutico e não saber como
ganhar dinheiro, aí já é
incompetência (e das centenárias...).
Enganar o torcedor e afirmar
que "ele precisa comparecer aos jogos para
se pagar a folha salarial" é conversa
fiada! No futebol brasileiro está constatado
que a verba de bilheteria é a quarta principal
receita de um clube PROFISSIONAL.
Sete rodadas se foram e
o Náutico conquistou apenas míseros
cinco pontinhos. Já são quatro derrotas,
sendo uma dentro do Caldeirão Alvirrubro
- a mais recente. A situação é
grave e merece o devido cuidado: foram 21 pontos
disputados e o time não conseguiu somar
nem 1/3 do total! Não adianta ficar protelando
o óbvio: se não houver reação
agora, não haverá mais!
A obrigação
leva o Timbu a ganhar do arqui-rival rubro-negro,
dentro da Ilha do Retiro nesta quinta-feira (28).
A missão é difícil e o comportamento
do time não está à altura.
Infelizmente, nessa equipe atual do Náutico
eu não confio mais! Talvez o retorno de
Marcel ao meio-de-campo traga alguma esperança.
Mas, o desencontro é grande. E dos demais
jogadores, o que posso esperar de produtivo?
A cada partida, o Náutico
proporciona uma surpresa desagradável.
Não há mais tempo para as desculpas
de sempre. Dissolveram o colegiado alegando "que
havia muita gente e que, por vaidade, notícias
vazavam"; sabem que há receita bloqueada
pela Justiça do Trabalho e não se
movimentam para criar uma situação
favorável; querem resolver tudo com uma
campanha de sócios elitista e fora da realidade
sócio-econômica da Região
Nordeste. E agora, qual é a desculpa?!
"De quem é
a culpa" não é a minha
linha de atuação. Prefiro saber
sobre quem é que vai começar a reagir
a essas adversidades e encaminhar as soluções
adequadas. Se falta exemplo a seguir, então
veja: o Atlético Mineiro está em
oitavo lugar, e a equipe veio da Série
B. Recebe boa verba do Clube dos 13. Diriam alguns.
É... Pode ser. Mas dinheiro mal administrado
vira pó!
O Corinthians, que fora
eliminado pelo Timba na Copa do Brasil 2007, no
Pacaembu, entrou em crise. Reformulou o elenco
com vários jogadores da sua base às
vésperas de iniciar o Brasileiro e agora
está na sexta posição. Qual
o real problema no Náutico? Os jogadores
estão recebendo em dia? O grupo está
dividido? Os atletas querem a permanência
do técnico PC Gusmão? De onde parte
a falta de comando no grupo? E no clube?
Essas e outras perguntas
têm que ser levantadas pelo bem do Clube
Náutico Capibaribe. Não tenho compromisso
com pessoas que gerem o clube, mas com o futuro
do Náutico nessa Série A.
Avante, Náutico!
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