|
Eficácia e evolução
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 26 de Janeiro de 2008
A insofismável
recuperação do Náutico no
primeiro turno do Pernambucano da Série
A1 2008 remete a algumas análises que irei
declinar aqui, sem eira nem beira. Basta citar
que nesta segunda fase, somente a equipe Timbu
ganhou os seus cinco jogos, nos três quadrangulares.
A seqüência de vitórias já
está em seis partidas consecutivas
sete, se for considerada a melhor estréia
na Copa do Brasil 2008 e não me
lembro de nenhuma outra equipe que tenha obtido
tal façanha neste estadual.
Também não
me lembro de nenhuma referência, citação
ou blá-blá-blá em horário
nobre que fizesse menção a este
feito. Fica aqui o protesto e o registro!
Com o mesmo número
de vitórias do que o líder Sport,
oito, cada um, a diferença está
na quantidade de derrotas: duas contra uma do
rival. São 25 pontos conquistados em 11
partidas. Vinte e seis gols marcados e 10 sofridos,
o que gera um saldo positivo de 16 tentos. De
quebra, o meia Geraldo lidera a artilharia de
forma isolada, agora com 10 gols.
Ao analisar estes números,
nem se imagina que o Náutico chegou a ocupar
a 10ª posição nesta competição,
ainda no início (alguém lembra?).
O poder de recuperação demonstrado
pelo grupo comandado pelo técnico Roberto
Fernandes incomoda não apenas aos adversários,
mas a muito urubu de plantão que está
secando o Náutico desde o ano passado.
Em especial do time apontado
por muitos segmentos da crônica esportiva
como o favorito ao título estadual deste
ano: o mesmo que lidera a competição,
desde o começo. Mas o futebol é
dinâmico e as estatísticas não
têm emissora nem preferência clubística.
Pois bem, após os
sucessivos triunfos obtidos pelo Náutico
neste começo de temporada, depois de passar
por um período de instabilidade e oscilação,
o treinador alvirrubro mostrou por quê tirou
o time dos Aflitos de um rebaixamento dado como
certo, durante o Brasileirão 2007.
Com uma visão que
vai além da mesmice que impera nas avaliações
e resenhas locais, ele mostrou com quantos atletas
se faz um time competitivo e vencedor.
A variação
de opções, quebrando o paradigma
de futebol com apenas 11 titulares, que alterna
as escalações do Náutico
de acordo com circunstâncias específicas
que envolvem uma partida no século XXI,
como esquema de jogo do adversário e das
condições (na maioria das vezes
inadequadas) dos gramados pelo Estado afora, Fernandes
tem se configurado como um profissional que está
além desta estagnada realidade do futebol
pernambucano.
Suplantar as dificuldades
impostas por arbitragens incompetentes, gramados
que mais parecem campos minados e análises
ingratas e incompletas de desafetos do Timba,
e dos profissionais que lá trabalham, não
foram, e nem serão suficientes para segurar
o ímpeto do Náutico na busca dos
seus objetivos nesta temporada.
No derradeiro jogo, contra
o Centro Limoeirense, no Caldeirão Alvirrubro,
queiram ou não queiram os juízes,
todos seremos obrigados a esperar até o
apito final que envolve as seis partidas do campeonato.
Até lá, ninguém pode afirmar
nada sobre quem será o campeão...
Enquanto uns ainda vão
estrear na Copa do Brasil, o Náutico já
está focado na segunda fase desta competição
nacional... Ou você acha que somente o Marília
sabe ganhar de 7?
Avante, Náutico!
|