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De volta à estaca
zero
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 27 de Julho de 2007
O Náutico
voltou a ser o time mais iluminado do Brasileirão
2007. A derrota por 2 a 0 para o Grêmio
mostrou que, por mais que os jogadores se esforcem,
nem todos têm a mesma qualidade para contribuir
com o objetivo (ou seria desafio?!) de livrar
a equipe alvirrubra da zona de rebaixamento.
Mais uma vez, o time comandado
por Roberto Fernandes não teve a competência
necessária para concluir em gol as chances
que ocorreram durante a partida. Ainda no primeiro
tempo, quando teve a infelicidade de levar o primeiro
gol, em jogada típica do esforçadinho
time gaúcho, o Náutico poderia ter
começado a mudar a história da partida.
O meia Acosta sofrera uma
penalidade máxima mais-do-que-clara, mas
o árbitro paulista fez vista grossa e prejudicou
o time vermelho e branco. Não quero aqui
tentar justificar nada, mas é preciso que
a arbitragem aplique a regra do jogo. O empate
àquela altura poderia ter mudado, sim,
a história do confronto.
Porém, a equipe
retornou para o tempo final com a gana de tentar
virar um jogo de fundamental importância
para o seu futuro na Série A. E o principal
obstáculo foi a falta de empenho tático,
técnico e físico de alguns atletas.
Impressionante como tem peladeiro disfarçado
de atleta profissional nos Aflitos!
O volante Daniel Sobralense,
por exemplo, destoou dos demais jogadores de maneira
pra lá de negativa. O cara conseguiu afundar
o time com um futebol abaixo da crítica.
Nem precisa fazer corpo mole ou coisa do tipo.
Ele é um jogador miolo e esqueleto molenga
por natureza!
Por mais que se tentasse
furar o bloqueio de marcação imposto
pelo Grêmio, faltava aquela qualidade para
se finalizar com precisão. Para muitos
torcedores que assistiam ao jogo da arquibancada
do Caldeirão Alvirrubro, o problema do
time foi a "falta de sorte". Eu preferi
analisar como ausência de qualidade e de
fôlego dos alvirrubros. Haja limitações
elementares de provocar ira em qualquer um, viu!
O atacante Ferreira precisa
acreditar mais no próprio taco. Logo de
início, ele conseguiu desperdiçar
uma chance de ouro. Recebeu um lançamento
perfeito de (não me lembro quem! Ops!),
mas na saída de Saja não soube como
colocar a bola nas redes adversárias...
No final do primeiro tempo também. A bola
sobrou livre para ele, que após uma tentativa
frustrada de Acosta, o deixou de cara para o gol,
mas o chute foi em direção à
linha de fundo. Vai entender...
Já Sidny agora funciona
como um faz tudo no time: atua como ala, cruza,
bate falta, chuta de fora da área, até
mesmo criar no meio campo ele tenta. Mas precisa
saber que não tem três pulmões
e vai ter que contar com o apoio e a cobertura
necessárias para não comprometer
a defesa nos contragolpes dos times adversários.
O outro ala, Júlio
César é esforçado e só.
O zagueiro Toninho é de lua: por vezes
é seguro e em outras situações
parece que nunca havia jogado futebol. Daniel
Paulista consegue ser regular e útil ao
sistema defensivo. Na maior parte do jogo, Acosta
está mais para malabarista e tem que jogar
mais para o time e menos para a platéia.
O velho Felipe se recupera
a contento, mas não pode lançar,
dominar e chutar em gol ao mesmo tempo! A regularidade
impressionante é as de Elicarlos. Pense
num atleta quase-que-perfeito...
Outro ponto a se destacar
é presença da torcida do Náutico.
Se existe fidelidade, na liderança ou na
lanterna, essa tradução se faz em
vermelho e branco! Ta aí um aspecto que
ninguém, nenhum segmento como diretoria
ou imprensa esportiva pode reclamar. Como de praxe,
os eternos e apaixonados alvirrubros dão
as mãos e incentivam o centenário
clube das cores de luta e de paz!
Se não são
correspondidos em campo aí é outra
história. Apesar das falhas e limitações,
ainda é possível acreditar na reversão
desta incômoda situação. Há
jogadores que farão suas estréias
e outros que irão pegar o beco. Vamos apostar
no trabalho sério e aplicado do treinador
Roberto Fernandes, que, como ele mesmo afirmou
não é mágico. Nos últimos
três jogos fora do Recife, o Náutico
fez cinco pontos.
A próxima para será
a Vila Belmiro. Quem sabe a escrita de jogar bem
fora do Recife prevaleça e mais três
pontos sejam somados contra um time paulista...
Quem sabe...
Avante, Náutico!
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