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Chegou a hora de Kuki
Por: Pedro Selva Filho - Foto: NauticoNET
Recife, 28 de Julho de 2007
Tenho
convicção que a imensa família
alvi-rubra jamais deixou de reconhecer a competência
e importância de Kuki para o Náutico,
e que todos nós somos bastante agradecidos
e temos muito carinho pelo homem, profissional
e ídolo que é o Kuki.
No entanto, assim como
tudo na vida, que tem sua hora e momento para
começar e terminar, chegou a hora de Kuki,
repito, um espetacular profissional, um homem
de caráter, honesto, legal e fiel ao Clube
Náutico Capibaribe.
Assim como Kuki, também
sou profissional. Não do futebol, mais
um profissional do mundo dos negócios,
dedicado a organização em que trabalho,
onde vários desafios são impostos
no dia a dia, as dificuldades existem, os confrontos
acontecem, as alegrias e tristezas também.
Tudo igualzinho ao que acontece na vida de qualquer
profissional, inclusive na vida do Sr. Ricardo
Valois enquanto Presidente do Clube Náutico
Capibaribe.
É assim que funciona
toda a organização. A idéia
de avaliação, entendida como uma
espécie de julgamento, é vista como
prática desde o surgimento do homem e não
poderia ser diferente no futebol.
Ao avaliar-se o desempenho,
estamos avaliando os resultados, pois toda organização
precisa de resultados positivos para sua sobrevivência,
e por tabela, de profissionais que contribuam
no alcance desses resultados.
Certa vez, participando
de um evento nacional de RH, um dos palestrantes,
o qual não recordo o nome, me impressionou
ao afirmar que na organização moderna
os profissionais são avaliados pelo que
representam hoje para atingimento dos resultados
planejados, e não pelo que fizeram no passado.
Segundo ele, isso tem uma relação
direta com a capacidade de competitividade empresarial,
o que tenho que reconhecer, encontra-se corretissimo.
De que adianta, em um mundo
competitivo, um profissional ter atingido satisfatoriamente
todos os seus desafios durante anos, como por
exemplo, ser Campeão Mundial, e hoje, quando
a organização necessita de profissionais
para trabalhar e se superar em busca de resultados
que lhe assegurem sua sobrevivência, esse
mesmo profissional não consegue colaborar
por não está preparado para tal
?
Não estou aqui afirmando
que a história deva ser desprezada, de
forma alguma. No entanto, na organização
moderna, essa é a mais pura realidade.
Estamos em um mundo competitivo, e, no nosso caso,
essa competição é a Série
A do Brasileiro, da qual sua permanência
para o Clube Náutico Capibaribe significa
sobrevivência, e para sobrevivermos precisamos
ser competitivo, contar com planejamento estratégico,
dirigentes antenados e atletas preparados e com
competência para atingirmos o resultado
desejado, o que todos nós sabemos não
ser a nossa realidade atual.
Recentemente, na história
do próprio Clube Náutico Capibaribe,
tivemos a saída de profissionais por questões
de cunho empresarial. Havíamos conquistado
nosso acesso a Série A, e nos deparamos
com a desmontagem da quase totalidade do elenco
que participou daquela conquista. E o que falar
de ADILSON, aquele mesmo que fez o gol que evitou
o hexa do nosso rival.
Ídolos são
também feitos de carne e osso, assim como
todos nós. Já tivemos ídolos
maravilhosos e inesquecíveis para quem
viveu a época, como Baiano, Bizu, Erasmo,
Nivaldo, Beliato, Sidcley, Nado, Bita, Nino, Lalá,
Lula Mostrinho, dentre tantos outros. No entanto,
para todos eles chegou o momento de parar, e coube
a história preserva-los na memória
para as futuras gerações de alvi-rubros.
Nosso ídolo Kuki
encontra-se também inserido neste contexto,
ele também viverá o momento onde
terá que deixar os gramados e dar continuidade
a sua vida, e em minha opinião esse momento
chegou.
Não creio, Srs.
Valois e André Campos, de quem sou admirador,
que nossa torcida foi INGRATA com Kuki, sinceramente
não. Se teve alguém que foi ingrato
com Kuki, com certeza não foi a torcida,
foram vocês, dirigentes, que por falta de
planejamento e contratações de profissionais
preparados para a competição, exigiram
de um profissional digno, correto e amante das
cores alvi-rubra o sacrifício (afinal,
quem poderia ocupar o lugar de Kuki, mesmo ele
voltando de uma contusão ?).
Nós amantes das
cores alvi-rubras jamais desprezados e apedrejamos
Kuki para sermos chamados de INGRATOS, afinal
o temos como ídolo, nem tão pouco
fomos INJUSTOS com nosso Presidente. Concordamos
que alguns torcedores comentem abusos, utilizam-se
de palavras inadequadas, no entanto, a maioria
age como participantes de uma organização,
afinal o Náutico é de todos nós,
clamando por resultados, alertando quanto a necessidade
de estarmos preparados e sermos competitivos para
conseguirmos sobreviver.
E a quem deveríamos
reivindicar, senão ao representante maior
que é o Presidente da instituição
Clube Náutico Capibaribe ?
Avante, Náutico!
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