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Estabilidade e gangorra
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 29 de Setembro de 2008
Devagar
se vai ao longe. O ponto conquistado pelo Náutico
significa que a equipe alvirrubra se mantém
focada no seu objetivo. O campeonato é
de pontos corridos e somar é preciso para
atingir as metas traçadas por cada time
neste Brasileirão 2008. O confronto entre
pernambucanos e paulistas determinou a importância
que cada empate ou vitória irá representar,
ao final das últimas 11 rodadas da competição.
O acirramento entre os 20 clubes aumenta na proporção
em que os horizontes se vêm amplos ou limitados.
Se o ponto conquistado
nos Aflitos significou ao Náutico a permanência
na 13ª posição, agora com 30
pontos e as mesmas oito vitórias, ao Palmeiras
foi o detalhe que o levou ao topo da Série
A. Como tem uma vitória a mais do que o
ex-líder Grêmio (15 contra 14) -
por sinal goleado impiedosamente pelo rival Inter
por 4 a 1, no Beira-Rio -, a equipe de Parque
Antarctica variou o cardápio da liderança
após 13 rodadas.
A síndrome da liderança
isolada que tinha atacado o Flamengo também
chegou em Porto Alegre. Para quem não lembra
(o campeonato é longo e de pontos corridos)
o rubro-negro da Gávea chegou a liderar
o Brasileirão com seis pontos de vantagem
sobre o segundo colocado, mas por menos rodadas.
Porém, da mesma forma que o tricolor gaúcho
sucumbiu ao primeiro lugar. E olhe que não
faltou aviso do técnico Celso Roth: Ainda
é cedo para comemorar alguma coisa.
Como não poderia
ser diferente, o campeonato brasileiro está
sendo analisado em duas instâncias. Isso
há três rodadas, no mínimo.
Na primeira etapa, as equipes que estão
a disputar o título, vagas no G-4 e a classificação
à Sul-americana. Na outra, as zonas intermediárias
e de queda. Por hora, o momento do Náutico
é a qualificação à
Copa Sul-americana. Mas é preciso estar
atento e forte.
A ciranda dos confrontos
aponta para uma combinação simples.
O passo mais importante para o Náutico,
claro, é ganhar do Flamengo, sábado
(4) à noite, no Eládio de Barros
Carvalho. Chegar aos 33 pontos, e nove vitórias,
já o mantém, na pior das hipóteses,
no mesmo lugar. Isso porque o líder Palmeiras
recebe o Atlético Mineiro, no seu campo.
Uma derrota do Galo será interessante,
pois a diferença para o Timbu cairia para
um ponto (no caso de vitória alvirrubra).
Porém, a 28ª
rodada começará no meio da semana
(quarta-feira, 1º de outubro) com Fluminense
(lanterna, com 26 pontos) x Goiás (7º
colocado, com 42 pontos), no Maracanã.
Aliás, esse jogo deve dar o que falar.
Em especial porque o presidente do Fluminense,
Roberto Horcades, já andou falando que
a sua equipe não será rebaixada
após o empate com o Botafogo, no Engenhão.
É torcer para o time goiano vencer e manter
o tricolor carioca aceso, na lanterna.
Na quinta-feira (2), outro
jogo interessante. Desta feita no Barradão,
quando o Vitória (10º colocado, com
40 pontos) receberá a Portuguesa (17º
lugar, com 27 pontos). Sem querer fazer pleonasmos,
a vitória do Vitória será
o melhor resultado. Depois, Ipatinga (18º,
com 27 pontos) contra o São Paulo (5º
colocado, 46 pontos), no Ipatingão
coluna um seco; Vasco (19º, com 26 pontos)
x Figueirense (15º, com 29), em São
Januário coluna do meio; e fechando
a seqüência dos jogos que importam
ao Náutico, Santos (14º, com 30) contra
Atlético Paranaense (16º, com 28),
um empate seria o ideal.
O silêncio da
conivência Fico pasmado quando
vejo os acontecimentos efervescerem no Brasileirão
2008, mas nenhum comentário ou opinião
é emitido aqui no Recife. Quando a Rede
Globo emplacou matérias tendenciosas semana
passada, contra o gramado dos Aflitos, aí
a repercussão foi ampla, total e irrestrita.
Pois bem, nesta rodada
do campeonato houve muita areia no gramado (?)
do Morumbi, mas atletas do São Paulo e
Cruzeiro nem notaram. Pior: nenhum cronista de
lá, ou daqui, também! Enquanto isso,
no Engenhão, torcedores do Fluminense quebraram
mais de 200 cadeiras. Mais uma vez, todos se calaram
a respeito! Já no clássico gaúcho
Grenal, no Beira-Rio, como sempre ocorre, um espetáculo
fabuloso de agressões entre policiais e
torcedores nas arquibancadas. Bom, acho que deva
ser normal, pois ninguém tem a dignidade
de dizer ou escrever uma linha! Da mesma forma
no Couto Pereira, entre policiais e torcedores
atleticanos... Mas ninguém fala nada!
Olha, não é
nada pessoal, mas espero que também não
o seja contra o Clube Náutico Capibaribe.
Tenho dito.
Avante, Náutico!
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