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Noite memorável
em São Paulo; e pela frente o Figueirense
Por: Frederico Lira - Foto: NauticoNET
Recife, 30 de Abril de 2007
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Às
vésperas do confronto diante do Corinthians,
em São Paulo, semana passada, a crônica
esportiva - em geral - era unânime em apontar
uma fácil classificação dos
paulistas. Jogados à própria sorte
(e competência), somente o grupo de jogadores
e os alvirrubros mais fiéis acreditavam
nos comandados e PC Gusmão. Quando o Náutico
entrou em campo, num Pacaembu lotado, porém,
as coisas mudaram drástica e radicalmente.
Um futebol sólido, consistente e equilibrado.
Eficiente na defesa e mortal nos contra-ataques
- como um predador traiçoeiro, que aguarda
o momento exato e oportuno de dar o bote fatal.
Assim, em duas jogadas originadas em roubadas
de bola, o Timbu chegou aos dois gols que lhe
valeram uma memorável classificação
às quartas-de-final da Copa do Brasil.
Silêncio absoluto no Pacaembu. A festa era
alvirrubra na capital paulista.
Pela frente, o Figueirense - Passado o Corinthians,
as atenções se voltam aos catarinenses.
Se comparadas as trajetórias de Náutico
e Figueirense nessa temporada, veremos algumas
notáveis semelhanças: ambos começaram
muito mal nos seus respectivos estaduais, trocaram
de técnicos e vêm em vertiginosa
ascensão.
O "furacão", como é carinhosamente
alcunhado pela sua torcida, ainda não perdeu
sob o comando do experiente Mário Sérgio
- o qual substituiu o fraco Heriberto da Cunha
no comando do alvinegro de Florianópolis.
Já são 12 jogos invictos, incluindo
uma classificação tranqüila
nas oitavas-de-final da Copa do Brasil, com duas
vitórias sobre o Gama, do Distrito Federal.
A equipe joga num 3-5-2 não muito ortodoxo,
que pode variar estruturalmente dentro de um mesmo
jogo. Os "rodados" laterais Ruy e André
Santos costumam levar muito perigo às defesas
rivais - o segundo, contudo, foi expulso no jogo
da volta, frente ao Gama, e não atua quarta-feira,
no Recife. Voltando de contusões, o atacante
Léo e o meia Cleiton Xavier são
dúvidas para esse jogo. O grande destaque
do "Figueira" é, porém,
o rápido e habilidoso Fernandes. O meio-campista
de 29 anos, com passagem discreta pelo Palmeiras,
esteve próximo de vir para o Náutico,
no começo do ano, mas optou por permanecer
em Floripa, onde é ídolo da torcida
alvinegra. Fernandes articula muito bem o jogo
e também finaliza com competência
- é inclusive o artilheiro do time no torneio,
com 4 gols. Marca-lo de perto será fundamental.
Sabor de Vingança - Os últimos
dois confrontos entre Náutico e Figueirense
ocorreram pela fase de mata-mata da Série
B, em 2001. Vitória pernambucana por 2x1,
no Eládio de Barros Carvalho, e catarinense,
no Orlando Scarpelli, pelo mesmo placar, eliminaram
os alvirrubros da competição - já
que o Figueirense teve melhor campanha na primeira
fase.
Naquele ano, o time comandado por Wagner Benazzi
conseguiu o acesso à primeira divisão
- onde se mantém desde então. Contudo,
não sai da memória timbu o gol de
Gilson Batata, nos Aflitos. O atacante, indiscretamente,
dominou a bola com a mão, antes de concluir
para o gol. Um erro clamoroso que ocasionou um
tento irregular - o qual, mais tarde, nos faria
uma falta imensurável.
Não nos esquecemos dessa imoralidade, e,
para esse novo duelo, buscamos, ainda que tardia,
nossa aguardada "revanche".
Saudações alvirrubras.
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