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Reabilitação
e síndrome
Por: José Gomes Neto - Foto:
NauticoNET
Recife, 31 de Janeiro de 2008
Agora,
sim. Isso é o que chamo de reabilitação
em grande estilo. Sapecar uma sonora goleada por
5 a 2 no ex-invicto Serrano e voltar a se aproximar
dos primeiros colocados do primeiro turno foi
providencial ao Náutico. O Alvirrubro segue
respirando com os próprios pulmões
e ainda continua firme na briga pelo título
da primeira fatia do Pernambucano da Série
A1 2008.
As estréias de Marcelinho,
Fábio Silva e Helton me agradaram e acho
que estes atletas têm como contribuir para
a evolução da equipe, ao longo da
competição. Destaque para o prata
da casa Helton, que fez uma brilhante exibição
e contribuiu para o Náutico ganhar, com
propriedade do qualificado adversário sertanejo
(¡pero no mucho!). Além dele, fico
com a disposição (e os gols) do
meia Geraldo. O maestro alvirrubro está
com um fôlego de campeão! Haja disposição...
Outro ponto de destaque
foi o reencontro do velho-novo artilheiro do Timba
com a emoção de balançar
as redes com o pavilhão único das
seis estrelas. De tanto lutar, Kuki foi brindado
com o gol derradeiro do chocolate timbu pra cima
do jumento que acabou domesticado. Por
sinal, o bichinho ficou mansinho, mansinho, no
calor do Caldeirão Alvirrubro.
Porém, nem tudo
está no ápice da perfeição.
Existem falhas persistentes no sistema defensivo
e as respostas cansativas do técnico Roberto
Fernandes estão começando a soar
como desculpas esfarrapadas. Calma. Explico.
Tenho ciência de
que ele não pôde escalar o primeiro
volante (Ticão cumpriu a suspensão
automática) e teve que adaptar Everaldo
na lateral esquerda, no decorrer da partida, no
lugar do inexpressivo Alessandro (pense num jogador
que sabe como irritar a torcida!). Tales correu
tanto (?) que acabou saindo de campo com câimbras.
Mas o que estou questionando é o preparo
físico de alguns jogadores. Alô Guilherme
Ferreira! Aquele abraço!
Afinal de contas, por que
o Náutico tem sofrido da síndrome
do segundo tempo? Por duas ocasiões, especificamente
em duas partidas nos Aflitos, o time se deixou
pressionar pelos adversários. Na primeira
houve um sufoco configurado, contra o Centro Limoeirense.
Já nesta última ficou no quase,
pois a diferença não caiu para um
gol, e o quinto foi assinalado ao apagar das luzes.
Sei que não repetir
a formação de uma partida para outra
leva a este tipo de situação. Mas
o problema então é a falta de qualidade
técnica dos atletas. Só pode ser!?
Qual é a razão de existir de um
grupo? Abre o olho, diretoria, ainda está
em tempo!
Infiltrados Pode
soar preconceituoso, mas não o é.
A maioria absoluta daqueles elementos que estiveram
compartilhando o espaço com a torcida do
Náutico, nas arquibancadas, não
eram (e nunca foram) alvirrubros. Quem freqüenta
os jogos do Timba, no Caldeirão, conhece
muito bem o perfil do torcedor que ali está.
Estranhamente, eles tinham
as cabeças tingidas de amarelo (marca registrada
de grande parte dos membros de uma certa torcida
organizada cujas cores são amarelo, vermelho
e preto) e não tinham uma peça de
roupa sequer com as cores do Náutico. A
idéia foi a de (tentar) contaminar a exemplar
torcida alvirrubra. Colocando-a no mesmo nível
das demais do Recife.
Grande parte da culpa deste
fato é do Programa Todos com a Nota. Os
ingressos, como sempre e só para variar,
são vendidos sistematicamente por cambistas
nas imediações do Eládio
de Barros Carvalho, em todos os jogos, sem exceção!
Só quem não sabe, e
não vê, é a imprensa
esportiva e a Polícia Militar!
Seria interessante a diretoria
separar quem paga ingresso de quem entra de
graça, pois aquela bandalheira espanta
o torcedor que é pagante. Seja ele sócio
ou mesmo arquibaldo. Tenho dito.
Avante, Náutico!
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