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‘Liderar é
preciso. Vencer também.’
Por: José Gomes Neto, Colunista
NauticoNET- Foto: NauticoNET
Ao
observar a tabela de classificação
da Série B 2006, após a abertura
da 13ª rodada, na terça-feira,
constatei que o Náutico não
pode mais ser ultrapassado por nenhuma das
15 equipes que completarão os oito
jogos restantes. Aliás, nenhum dos
clubes pode sequer se igualar ao líder
Timbu. Isso porque o terceiro e o quarto colocados,
Sport e Coritiba, respectivamente, têm
19 pontos cada um.
Por
sinal, o segundo colocado Avaí, com
23 pontos, mas seis vitórias em 13
partidas, ficará estagnado. Único
time a ganhar sete vezes na competição,
o Náutico precisaria vencer o Marília,
no Bento de Abreu, para ratificar o bom momento
na Segundona. Em campeonato de pontos corridos
toda e qualquer pontuação é
mais do que bem-vinda: é necessária
para que a regularidade se concretize como
objetivo a ser conquistado.
O time
cresceu muito com a chegada do técnico
Paulo Campos, que em sete partidas ganhou
cinco, empatou uma e perdeu outra. Mas precisa
continuar a dar seqüência aos resultados
positivos. Não interessa se o jogo
é dentro ou fora dos Aflitos. Muito
menos se a vitória foi suada ou nos
acréscimos. As dificuldades em manter
a mesma formação do time ao
longo dos jogos são a garantia de que
todos os jogadores disponíveis no grupo
alvirrubro estão aptos para contribuírem.
Não
importa se haverá mudança no
esquema tático ou se o jogador fulano
vai ser poupado por esta ou aquela razão.
O que não pode haver é esmorecimento
e acomodação pela liderança
atual. Da mesma maneira que a liderança
fora construída com luta, suor e lágrimas,
mantê-la será mais complicado
do que se pensa. Não há favoritos
nem patos mortos pelo caminho. O equilíbrio
se desfaz a partir do momento em que os 90
minutos começam. Aliar força
à inteligência podem ser alicerces
importantes para se manter entre os quatro
primeiros lugares.
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