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Náutico está
100% na Copa do Brasil 2007
Por: José Gomes Neto- Foto:
NauticoNET
Recife, 23 de Fevereiro
de 2007
A
segunda partida do Náutico na Copa
do Brasil 2007 teve um destaque todo especial.
No que concerne ao resultado, o maior placar
registrado na competição até
aqui foi construído com empenho e competitividade
do time, apesar da fragilidade do adversário.
Mas, mesmo com os 6 a 0 aplicados em cima
do fraco Parnahyba/PI, a evolutiva equipe
alvirrubra demonstrou um melhor poder de ofensividade.
Principalmente no setor de armação,
quando esteve mais apta a criar alternativas
de se chegar à área adversária
com fluidez.
Porém,
as falhas ainda continuam a acontecer e o
técnico Hélio dos Anjos terá
muito a consertar durante esta semana, até
a estréia do Náutico no segundo
turno do Campeonato Pernambucano da Série
A1, domingo (4) contra o Ypiranga, nos Aflitos.
Os destaques positivos foram a atuação
do goleiro Gléguer, que mesmo pouco
acionado mostrou reflexo e competência;
e a estréia do meia Cristian, carimbada
com um gol de oportunismo e bem senso de colocação
na área.
A qualidade
técnica desse atleta só tende
a crescer, pois Cristian ainda está
fora de ritmo, mas vai evoluir naturalmente
como os demais do grupo. Além de buscar
um entrosamento ideal com Marcel, o outro
meia de ligação.
Os
pontos falhos persistem, basicamente, na cabeça-de-área.
Não sou de ficar pensando em jogador
que não está mais no grupo,
mas a ausência do volante Tozo ainda
está longe de ser suprida. O futebol
apresentado por Walker e Luciano ainda não
chegou a agradar o necessário, nem
ao time, à torcida e muito menos ao
treinador. A vulnerabilidade predispôs
a defesa às raras chegadas do tricampeão
piauiense.
Nas
laterais, Ivan não tem crédito
e, por mim, já pode ser dispensado.
Sidny está irreconhecível neste
início de temporada. Aliás,
o jogador corre mais do que a bola, ultimamente.
Precisa estar menos ansioso e mais preciso
nos cruzamentos e nas subidas à linha
de fundo. Já Escalona me parece meio
preso, sem muita agilidade, mas ganha as divididas
com inteligência e malandragem sul-americana.
Edinho está no crédito por causa
do gol da vitória, lê no interior
do Piauí, no jogo de ida.
A dupla
de zaga está no ideal. Gosto do futebol
de Índio, experiente e de qualidade,
sem falar que ele é muito bom nas antecipações
por baixo e nas bolas áreas. Por sinal,
depois de oito partidas pelo Náutico,
ele foi punido, na quarta-feira, com o primeiro
cartão amarelo. Mas está limpo
para o returno do Estadual. O zagueiro Alysson
casou bem com Índio e acho que Breno
terá que suar mais a camisa para readquirir
aquela vaga.
O ataque
é um setor que dispensa comentários.
Se não é Felipe quem balança
as redes, então entra em cena o incrível
Kuki. Nem me lembro da última vez em
que o baixinho deixou a sua marca por três
vezes, numa partida oficial. Bom, o que importa
é que ele está readquirindo
a confiança necessária para
aterrorizar as defesas adversárias.
Mas também não deixa de ser
útil à equipe fazendo assistências
e atento à marcação sem
bola.
Em
termos de rendimento na Copa do Brasil, o
Timbu é a fera da vez. Com as duas
vitórias, ou seja, com 100% de aproveitamento,
o Náutico mostra uma perspectiva de
projeção positiva para a segunda
fase desta competição nacional.
Vamos esperar para ver quem será o
próximo adversário alvirrubro:
se Paysandu, ou São José/AP.
A definição sairá na
próxima quarta-feira (28).
LUTO
Conheci
o jornalista Everaldo Xavier quando eu era
estagiário do Jornal do Commercio,
em 1995. Naquela época, um dos primeiros
clubes a cobrir foi justamente o Náutico,
onde Vevê já era setorista há
uma data. Bem-humorado e gente fina, Everaldo
Xavier trazia no seu currículo o privilégio
de ser alvirrubro. Mas o seu profissionalismo
estava acima de tudo, independente da condição
de gostar do Náutico. Fui pego de assalto
com a notícia do seu falecimento, quando
descobri via internet.
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