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Reabilitação
e virtualidade
Por: José Gomes Neto- Foto:
NauticoNET
Recife, 18 de Janeiro de
2007
Confesso
que não gostei do que vi da apresentação
do Náutico, na vitória diante
do Porto por 3 a 2, nos Aflitos. O time precisa
melhorar, e muito, o nível do futebol
e de competitividade. Não me venham
com a argumentação de que "a
equipe não é aquela", pois
o primeiro turno do Campeonato Pernambuco
é esse!
Mas,
ao menos o resultado de reabilitação
serviu para dar um alento para a torcida alvirrubra.
Por sinal, ela tem resistido bravamente ao
teste de paciência neste começo
de temporada. O martírio começa
ainda antes de ingressar ao estádio,
com filas ininterruptas e catracas que não
fazem o quê deveriam, ou seja, registrar
o quantitativo de sócios que pagaram
a "razoável" quantia de R$
50,00 para terem o direito não-lido,
ou não-atendido.
Com
relação ao time do Náutico,
me decepcionei com um futebol desarticulado,
de pouca criação, e de quase
nenhuma objetividade nas conclusões,
além de alternar com um marasmo de
fazer bocejar até o mais entusiasmado
espectador.
Moral
da história: o trabalho para o técnico
Hélio dos Anjos será dobrado.
Até que os jogadores tidos como titulares
sejam regularizados (esse capítulo
é historicamente anacrônico nos
Aflitos) engrenem na equipe principal, acredito
que o primeiro turno esteja distante da possibilidade
concreta de ser conquistado pelo Timbu. Com
sinceridade espero estar equivocado na minha
análise. Porém, a experiência
mostra que não adianta ir de encontro
à lógica de preparação,
entrosamento e condicionamento físico
que fazem parte da rotina do futebol contemporâneo.
A cada
rodada, ou o Náutico perde um atleta
por contusão, ou o treinador coloca
outro, que ainda não havia estreado.
Isso não é o procedimento ideal
e, portanto, não adianta tentar iludir
a ninguém. Improvisar às vezes
leva ao resultado indesejado.
Destaque
para o eterno guerreiro/artilheiro Kuki, que
tem se configurado como um assistente de mão
única, desde 2005. É que ele
raramente recebe os passes que costuma fazer,
ao deixar os companheiros de cara para o gol
adversário.
Além
dele, gostei do meia Thiago Laranjeira, do
lateral Jaime, dos volantes Vágner
Rosa e Felipe Dias. O episódio com
o atacante Danilo, artilheiro do time e um
dos goleadores do Pernambucano, em lance isolado,
sofreu uma torsão que pode tirá-lo
deste turno da competição estadual.
Catracas
equivocadas
Por
sinal, uma prova de que os números
não mentem, mas podem ser maquiavelicamente
manipulados, ocorreu em relação
à contagem de público, nas sociais
do Eládio de Barros Carvalho. O número
oficial total, e real, registrado foi de 8.064
espectadores. De fato foram omitidos os 2.388
sócios timbus. Se liga, diretoria!!!
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