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OH! Vamos mudar
Náutico! Vamos mudar Náutico!
Por: José Gomes Neto- Foto:
NauticoNET
Recife, 12 de Março
de 2007
Decepção.
Se posso resumir em uma palavra o meu sentimento
sobre a surreal campanha do Náutico
neste segundo turno do Campeonato Pernambucano
da Séria A1 2007, eis a mais apropriada.
Não entendo como a equipe degringolou
desde a segunda rodada, quando perdeu para
o incógnito Porto por 4 a 3, no Antônio
Inácio. A saída do técnico
Hélio dos Anjos parece que tomou proporções
maiores do que op normal. Ao menos é
o que penso sobre o que deva ter ocorrido
no âmbito dos jogadores alvirrubros.
Não
estive em Serra Talhada, nem assisti aos lances
da partida, mas o que ouvi de alguns cronistas
esportivos que acompanharam ao jogo foi que
o futebol apresentado pelo Timbu contra o
Serrano esteve pior do que o da estréia
na competição, ainda no dia
14 de janeiro. Naquela ocasião, o agora
“extinto” Ypiranga ganhou por
2 a 1 de um costurado Náutico.
Enfim,
quando tudo parecia estar se alinhavando para
que o Náutico se tornasse um time competitivo,
com espírito de luta e entrosamento
ideais nesta temporada, a desilusão
veio como uma pancada súbita na cabeça
dos incrédulos torcedores alvirrubros:
duas derrotas no Interior e a possível
conquista do returno já está
por um fio. Sem rodeios, o Alvirrubro não
depende apenas das próprias forças.
Além de ter que vencer todos os seis
jogos que restam (e essa pode até ser
a parte mais difícil) terá que
torcer por combinações de resultados.
Bom,
o que importa é que ainda resta uma
esperança. Com a chegada do técnico
Paulo César Gusmão, e o resultado
da reunião da diretoria alvirrubra,
que deve anunciar a dispensa de três
a quatro atletas nesta segunda-feira (12),
a meta é organizar o time para o decorrer
da temporada, mas será necessário
centralizar as energias para a disputa caça-níquel
do momento: a Copa do Brasil 2007.
As
falhas apresentadas pelo time desde a vitória
por 2 a 1 sobre o Parnahyba/PI, na estréia
na Copa do Brasil, no Interior piauiense,
e repetidas nas goleadas por 6 a 0, na partida
da volta, e também no Ypiranga, este
último na estréia do segundo
turno, vieram à tona nas partidas contra
Porto e Serrano. E olhe que o nível
técnico dessas equipes não se
compara nem de “Londres” ao das
equipes que o Náutico vai encarar no
Brasileirão.
Já
não era sem tempo de se tomar providências
drásticas. Não quero continuar
a ouvir de dirigentes que o “erro fora
provocado devido à grande quantidade
de contratações”, como
afirmou em entrevistas a rádios locais
o diretor Marcílio Sales, em nome do
colegiado timbu. O Náutico está
na Primeira Divisão e, por essa razão,
a diretoria não tem o direito de fazer
a pior temporada da década!
Que
fique aqui o registro da minha indignação
e o alerta para que a equipe não ultrapasse
o fiasco que foi a breve passagem do Santa
Cruz no Brasileirão do ano passado.
Chega de recordes e surpresas negativas!!!
Por
fim, o Náutico tem como obrigação
se classificar à terceira etapa sim,
da Copa do Brasil. Com todo respeito ao Paysandu,
mas não me interessa a tradição
daquela equipe paranaense, nem isso nem aquilo.
Essa é uma perspectiva que resgatará
as rendas perdidas do Estadual, devido á
obvia má campanha neste returno..
Na
medida em que o Náutico for progredindo
nessa competição nacional, as
cotas financeiras vão ficando cada
vez mais atrativas. Isso sem falar nas rendas
dos jogos a partir das oitavas-de-final, justamente
da terceira fase em diante.
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