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Não
adianta ser terceiro lugar
Por: Eneida Ferraz - Foto: NauticoNET
O técnico do Náutico
Roberto Cavalo, ex-volante, era um jogador que
tinha como principais qualidades o bom poder de
marcação e os chutes de fora área,
era um exímio cobrador de faltas. Jogou
no Atlético Paranaense, Criciúma,
Vitória (BA) e Botafogo (RJ). Tornou-se
treinador, em 2003. De lá pra cá,
ele trabalhou no Avaí (SC), no União
São João (SP) e, em 2004, de volta
ao Avaí, fez uma grande campanha, terminando
como um dos quatro finalistas do Campeonato Brasileiro
da Série B. Este ano, dirige o Náutico
Capibaribe com a difícil função
de levar a equipe pernambucana de volta a elite
do futebol brasileiro.
Muito se fala ou se
falou da instabilidade do time do Náutico
na Série B deste ano, você acredita
que o time finalmente "engrenou" e que
está próximo da classificação,
sem mais surpresas?
Não posso falar
que engrenou porque o time que vamos testar nem
sequer jogou uma partida juntos, a falta de entrosamento
é visível, e para garantir a classificação
temos que fazer os pontos. O campeonato está
muito nivelado, embolado, todos têm condições
de classificar, muitos já brigando contra
o rebaixamento. Então não tem nada
definido, estamos fazendo um trabalho gradativo,
e com o tempo poderei te responder com mais certeza.
Você já recebeu algumas propostas
- inclusive da Série A - para der o Náutico.
Não seria melhor ou mais cômodo aceitar,
tendo em vista a irregularidade alvirrubra na
competição - e o treinador é
sempre quem paga o pato primeiro?
Nós estamos bem na competição,
e eu estou muito bem no Náutico. Às
vezes você troca por outro time, mesmo sendo
da Série A, e não é bom pode
trocar o certo pelo duvidoso. Hoje estou certo
no Náutico e por isso não tenho
a pretensão de sair.
Você costuma usar vários esquemas
táticos numa mesma partida, o que , tem
dado certo. Você acredita que esta seja
uma tendência do futebol mundial? Você
montaria um time diferente visando o esquema tático
do adversário?
Você tem sempre que estudar o adversário
para montar o esquema. Às vezes entra com
uma postura tática para os 90 minutos,
mas tem que mexer no meio da partida. Eu tenho
uma maneira de trabalhar e não faço
a substituição de um jogdor de um
pelo outro, como por exemplo um lateral por um
lateral etc. Agora, se você tem um adversário
que é mais forte em um setor, por exemplo,
pelo lado esquerdo, você tem que ter um
bloqueio bom pelo lado direito. Este é
o esquema que estamos implantando aqui no Náutico
e que tem dado certo e, espero, continue assim.
O Náutico se
classificou com seis rodadas de antecipação
na Série B do ano passado, e este ano está
lutando ponto a ponto. Você acha que isso
pode ajudar a equipe na segunda fase?
No ano passado, o Náutico foi o primeiro
a chegar, a se classificar entre os oito e depois
não teve sucesso na competição.
Este ano, ao contrário, nós estamos
batalhando muito e tenho certeza que se ficarmos
entre os oito, nossa equipe vai crescer, pois
temos muitos jogadores que estão buscando
seu "algo mais" e que vai influir na
competição, pois isso ajuda muito
nas horas decisivas.
Você vê
semelhanças entre o Náutico deste
ano e o Avaí do ano passado?
No Avaí nós
tínhamos um time de muita força,
raça, mas a qualidade técnica não
era tão boa quanto a do Náutico
hoje. Mas o campeonato estava mais aguerrido,
esse ano os times tem demonstrado mais qualidade.
No Náutico nós temos um time forte
de marcação, que tem grandes condições
de chegar entre os oito, e ser o Avaí que
foi o ano passado, mas subindo para a Série
A.
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