Com o mês de dezembro passando da sua metade, o maior empecilho do Náutico nas contratações tem sido a falta de dinheiro e o fato de que a nova folha do futebol não pode ultrapassar R$ 230 mil. Assim, dificilmente os primeiros nomes indicados pelo técnico Givanildo Oliveira serão contratados.
Como o clube precisa de rapidez nas negociações, uma vez que o elenco encontra-se diminuto, hoje serão entregues opções mais em conta, para que o o técnico tenha todo o grupo formado, no início dos trabalhos, no mês de janeiro, visando às competições do primeiro semestre – Campeonatos Pernambucano e do Nordeste.
O presidente executivo Sérgio Aquino, que passa o posto ainda este mês para Eduardo Araújo, reuniu-se na quinta-feira passada com Givanildo para lhe deixar ciente das dificuldades. Para se ter uma idéia, dos nomes que o treinador indicou, apenas o goleiro Marcelo Valença assinou com o Alvirrubro.
A partir desta semana, o diretor remunerado do clube, Adelson Wanderley, apressa-se para fechar o contrato com o atacante Júnior Amorim e o zagueiro Érlon. O fato de o diretor não poder ultrapassar o estipulado pela diretoria dará um certo ar dramático às conversas. Se não houver uma redução de salário dos mesmos, os vencimentos dos atletas não serão aumentados.
Sabe-se que o atacante Kuki, que acertou sua permanência por mais um ano nos Aflitos, teve o seu salário diminuído em torno de 20%, segundo informações de bastidores.
Mas a preocupação do coronel Adelson não se refere apenas a esses atletas. O lateral-esquerdo Edu Silva, que está em teste no Lens, da França, ainda não fez contato com a diretoria. “Estou esperando uma resposta dele”, afirma o coronel.