No ano que vem, o clube dos Aflitos não irá sair da base salarial determinada para este ano, quando a folha salarial do futebol ficou em R$ 260 mil
O futuro presidente do Náutico, Eduardo Araújo, vai manter a política de ‘pés no chão’ implantada pelo presidente Sérgio Aquino. O clube não irá sair da base salarial determinada na temporada de 2002. Dessa forma, a folha salarial do futebol não passará de R$ 260 mil. Ao mesmo tempo, será mantido o processo de estruturação do clube.
Um dos pontos fundamentais será contratação de jogadores por um ano e não mais por seis meses. A decisão foi tomada devido ao fato de o Campeonato Brasileiro da Série B ter a duração de oito meses em 2003. Dessa forma, o clube não correrá o risco de montar uma nova equipe no meio do ano como ocorreu na temporada de 2002, com o time tendo de lutar para não ser rebaixado à Série C.
O diretor de futebol Sérgio Lins ressaltou que o Náutico vai manter uma base para 2003. Por isso, jogadores como Mabília, Neto, Júnior Amorim, Edu Silva, Adílson, Érlon, Fábio, Gilberto, Sílvio e Kuki devem permanecer. Além deles, os jogadores revelados nas divisões de base também continuam como Cláudio, Paulo André, Rodolpho, Luciano, Almir, Lúcio e Rodrigo Gama.
“Estamos tentando renovar alguns contratos. Mas ainda não há nada certo. Todos sabem que alguns jogadores interessam. Mas vamos fazer tudo por etapas”, argumentou Sérgio Lins.
A partir desta semana, o técnico Givanildo Oliveira deve entregar a lista dos atletas que devem ficar e também fazer a indicações de alguns jogadores. O Náutico vai precisar contratar laterais, zagueiros, meias e atacantes.
PATRIMÔNIO – Outra prioridade da futura diretoria é manter os investimentos na ampliação e reforma do patrimônio, especialmente em relação ao Centro de Treinamento da Guabiraba, como assegurou Eduardo Araújo: “O CT é fundamental, pois será o ponto de partida para o fortalecimento das nossas divisões de base. Revelando novos valores, o Náutico vai ter um futebol mais forte.”
Na última quinta-feira foi inaugurado o auditório do clube. A obra foi realizada em parceria com a Finta e teve o custo de R$ 50 mil. Além disso, todos os banheiros foram reformados, como também o vestiário dos árbitros e do clube visitante. Ao mesmo tempo, o supervisor Armindo Tavares ganhou uma sala ampla. A imprensa também terá uma sala para as entrevistas após os jogos. Foi construída ainda a rampa de acesso para a arquibancada do lado do placar.
O futuro presidente, no entanto, terá que procurar outro diretor de patrimônio porque João Guerra, por motivos particulares, não ficará em 2003. O mesmo ocorre com o diretor-administrativo Maurício Cardoso. Ele deixa o cargo depois de dois anos. Já o novo diretor-financeiro é Ricardo Rios, conselheiro substituto do Tribunal de Contas do Estado.
“Aos poucos estamos montando a futura diretoria. Eu gostaria que todos ficassem nos seus cargos. Mas entendo que há algumas dificuldades de ordem pessoal”, explicou Eduardo Araújo.
MARKETING – O departamento de marketing, por sua vez, será terceirizado. Uma empresa pernambucana e outra paulista estão praticamente contratadas. Com isso, a marca Náutico terá uma maior penetração no mercado. No momento, a lojinha do clube dispõe de 140 itens. Para ampliar a venda ao torcedor será construída uma butique na sede. O diretor de marketing Joaquim Araújo ressaltou: “O Náutico terá um tratamento profissional com duas empresas especializadas. Com isso, o clube vai ganhar em termos de mercado e divulgação.”
No ano passado, com o centenário do clube, o Náutico teve um crescimento nas vendas das camisas em torno de 200 por cento. Este ano, as vendas caíram em torno de 20 a 30 por cento em relação a 2001. Com a terceirização do marketing, o clube espera um crescimento nas vendas, não só de camisas, mas de outros itens.
HEXA: 35 ANOS – Em 2003, o Náutico, dentro do plano de marketing, vai comemorar 35 anos da conquista do hexacampeonato, feito realizado no dia 21 de julho de 1968, quando nos Aflitos derrotou o seu maior rival, o Sport, por 1×0, gol de Ramos. A exemplo do que ocorreu em 2001, quando foi lançada a camisa do centenário – a mesma do primeiro jogo do clube – a diretoria deve lançar uma camisa, provavelmente similar à usada pelo time na conquista histórica diante dos rubro-negros.
A camisa do centenário, por sinal, foi copiada pela seleção do Uruguai. Segundo Joaquim Araújo, os uruguaios gostaram do design da camisa alvirrubra, que tinha na gola um cordão. Mas eles colocaram dois botões. “A inspiração dos uruguaios foi o Náutico”, afirmou.