SÉRIE B

No primeiro semestre, o time foi bicampeão pernambucano, terceiro colocado no Nordestão e disputou a Copa dos Campeões. Agora faz péssima campanha na Série B.

A queda de rendimento do time do Náutico e os péssimos resultados no Campeonato Brasileiro da Série B surpreenderam os alvirrubros. Afinal, no primeiro semestre, o time conquistou o bicampeonato pernambucano, ficou na terceira colocação do Nordestão e disputou a Copa dos Campeões.

Numa análise sobre a situação, o diretor de futebol Sérgio Lins ressaltou que no primeiro semestre tudo o que foi planejado deu certo. Lembrou que no Campeonato do Nordeste, o Vitória e o Bahia, os dois finalistas, tiveram orçamentos anuais muito acima dos clubes pernambucanos. O rubro-negro baiano teve R$ 18 milhões e o tricolor, R$ 15 milhões.

“Não tínhamos como fazer grandes contratações. Um dos motivos foi a nossa participação na Copa dos Campeões, mas tínhamos que colocar o Náutico numa competição nacional para voltar a aparecer na mídia. Por isso, não tivemos tempo para uma preparação adequada para a Série B”, argumentou Sérgio Lins.

O dirigente salientou que a saída do técnico Muricy Ramalho, por razões familiares, quebrou um pouco da estrutura do time. “Não tínhamos como pedir para Muricy permanecer. Sua saída foi uma questão particular”. O dirigente acrescentou que a diretoria teve de contratar um novo treinador (Vágner Benazzi) e um preparador (Gérson Brejão).

“A vinda de Benazzi foi aprovada por todos. O problema é que ele não teve tempo para preparar o time. Começamos mal a competição, com três derrotas, e a pressão foi aumentando a cada partida.”

NÚMEROS – O Náutico faz uma das sua piores campanhas na Segundona. Além do sonho de voltar à Primeira Divisão ter ido por água abaixo, os números são cruéis. No comando do técnico Vágner Benazzi foram 11 jogos, com quatro vitórias, seis derrotas e um empate. Das derrotas, duas foram dentro de casa, na estréia para o Americano (1×0) e diante do Avaí (2×0).

A demissão de Benazzi era uma questão de tempo. E veio com o tropeço diante do Guarany, em Sobral, por 1×0, em setembro. O técnico Givanildo Oliveira foi contratado imediatamente, pois estava deixando o Paysandu.

Givanildo não teve tempo nem de conhecer os jogadores. Ele assumiu no dia 18, e no dia 21 já colocava o time em campo diante do América/MG, nos Aflitos. A equipe mostrou bom futebol, mas ficou no empate por 2×2. Sem contar o jogo de ontem com o Jundiaí, Givanildo, em 12 partidas, venceu quatro, perdeu cinco e empatou três.

Diante desse quadro, Sérgio Lins argumenta que a falta de tempo de Givanildo Oliveira para treinar o time e as constantes contusões dos jogadores só fizeram prejudicar mais ainda o trabalho. A ausência do goleiro Gilberto, devido a um problema no púbis também teve uma influência fundamental. Ele só retorna no próximo ano.

“Foram problemas demais. Tentamos contornar, demos total apoio ao grupo de jogadores, sempre cumprimos as nossas obrigações salariais. Mas, infelizmente, o time não deslanchou”, reconheceu o dirigente.

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