ARTILHEIRO

Todo início e fim de semestre nos Aflitos é a mesma coisa: um entra-e-sai de atacantes. Apenas um, nos últimos dois anos, continua intocável. Kuki, com exceção dos quatro primeiros meses do ano passado, quando jogou na Coréia do Sul, foi o único que resistiu à troca de treinadores e a propostas de outros clubes, tornando-se o principal artilheiro alvirrubro e ídolo da torcida. Mesmo não tendo continuidade, os parceiros de Kuki no ataque do bicampeão pernambucano formaram duplas que atormentaram as defesas adversárias.

O primeiro parceiro de Kuki no ataque do Náutico foi Thiago. Os dois formaram a parceria mais vencedora da equipe alvirrubra nos últimos quinze anos, dando o bicampeonato pernambucano ao clube, fato que não acontecia desde 1985. “O pessoal diz que com o Thiago formei uma dupla perfeita”, declarou Kuki.

A explicação de Kuki é refletida nos números. Na primeira passagem de Thiago pelos Aflitos, em 2001, a dupla marcou 36 gols (Kuki, 26, e Thiago, dez gols). Em seu retorno, no primeiro semestre de 2002, foram mais três gols dele e nove de Kuki.

Apesar de não ter conseguido levar o Náutico de volta à Primeira Divisão, em 2001, os baixinhos Kuki e Carlinhos formaram uma dupla que infernizou as defesas adversárias com a velocidade de ambos. “Tínhamos características parecidas. Então, nós conversávamos muito para poder tirar proveito disso”, explicou Kuki, que marcou 14 gols. Já Carlinhos fez seis.

O último parceiro de Kuki, nos Aflitos, na Segundona de 2002, foi Júnior Amorim. O atacante, com passagens destacadas pelo Arruda e Ilha do Retiro, para onde retornou agora para disputar o Campeonato Pernambucano de 2003, ajudou o Náutico a não ser rebaixado. “Júnior tinha velocidade e era bom na finalização”, disse Kuki. Apesar de o artilheiro alvirrubro no Brasileiro da Série B ter sido Mabília, com nove gols, tanto Kuki, como Júnior Amorim marcaram sete vezes.

NOVOS PARCEIROS – Agora, o Náutico inicia mais um temporada e para não quebrar a rotina apenas Kuki ficou nos Aflitos. Mas candidatos a assessorá-lo não faltam. Por enquanto, as opções são: André Jacaré, Jean Carlos e Cláudio.

André Jacaré saiu na frente. Nos coletivos realizados pelo técnico Givanildo Oliveira, ele foi o preferido. “Já deu para ver que Kuki é um jogador rápido e tenho certeza de que nossos estilos de jogo se encaixam perfeitamente”, analisou Jacaré. Jean Carlos ainda não treinou com Kuki, mas acha que não terá problema em dividir o ataque do Náutico com o ídolo alvirrubro.

Já Cláudio, 22 anos, vai tentar garantir seu espaço – desde 1996, quando Robson jogava pelo Náutico que um atacante prata da casa não se fixa entre os titulares. “A gente se conhece desde 2001, quando subi dos juniores. Nos jogos da Segundona, contra o Nacional/AM e CRB fiz gols atuando ao lado dele”, revelou.

Para Kuki, não importa qual dos três seja seu companheiro de ataque. “Eu me adaptarei perfeitamente com quem for jogar ao meu lado”, disse. Agora é esperar para saber quem Givanildo vai escolher para dividir o ataque com Kuki.

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