O Náutico tem um problema de última hora para o jogo de amanhã diante do Petrolina, abrindo o mata-mata, válido pelo terceiro turno do Campeonato Pernambucano. Durante o coletivo de ontem, pela manhã, o último antes de o time alvirrubro embarcar para o Sertão, o atacante Kuki se chocou com o goleiro Carlos Rodolfo e saiu do treinamento sentindo fortes dores no tórax.
O problema preocupa ainda mais os alvirrubros porque o jogador havia sentido as mesmas dores na partida contra o América Mineiro, terça-feira, pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão.
“Kuki sofreu um trauma no músculo do tórax direito, após colidir numa disputa de bola com Rodolfo. Contra o América Mineiro ele sentiu o mesmo problema”, declarou Fábio Couto, médico do Náutico.
Antes mesmo de o treinamento acabar, o jogador foi encaminhado a uma clínica para fazer uma radiografia, a fim de saber extensão da lesão. Mas para alívio do técnico Heriberto da Cunha, não foi constatado nada de grave.
“O exame que Kuki fez não apresentou gravidade maior. Ele deve ficar em observação tomando alguns remédios por causa da dor”, explicou o treinador.
Mesmo assim, Heriberto preferiu não garantir antecipadamente a presença de Kuki na partida de amanhã. “Só posso dizer se ele vai jogar ou não momentos antes do jogo. Esse problema que Kuki está sentindo atrapalha sua movimentação e a respiração”, esclareceu. Caso não possa contar com o jogador, o técnico alvirrubro colocará Perdigão no meio-de-campo e adiantará Jean Carlos, que atuará ao lado de Jorge Henrique.
Quem também saiu machucado do treino de ontem foi Cláudio. Após uma cabeçada, o jogador caiu no gramado, assustando a todos. Mas nada de grave ocorreu. O atacante deixou o campo, apenas reclamando de dores no pescoço e não deve ser problema para a partida contra o Petrolina.
BRONCA – Bastante chateado com o prolongamento do Campeonato Pernambucano, Heriberto reclamou do excesso de jogos do time alvirrubro nas próximas semanas. “Essas duas partidas contra o Petrolina serão desgastantes e sacrificantes, principalmente para nós que temos um plantel reduzido para a competição”, declarou.
As críticas do técnico foram ainda mais além, com relação ao certame estadual. “Por mim, o Pernambucano já tinha acabado. Os times do Estado precisam dar ênfase à Série B”, opinou.
Ele lembrou também as dificuldades que tem para motivar a equipe para a continuação do Estadual, paralelamente à participação do Náutico na Segundona, no qual o time vem realizando uma boa campanha. “Depois de mais de um mês parado é difícil para os jogadores entrarem nas partidas do Estadual com o mesmo espírito do Brasileiro”, salientou.