CRONICA

Futebol é coisa de homem, certo? Errado. As mulheres invadem atualmente a área futebolística de todas as maneiras. Beleza, simpatia e, acima de tudo, inteligência. Basta ir a um jogo em qualquer estádio do Brasil. Será notória a presença em massa do sexo feminino. Os treinos tornaram-se uma mistura de prazer pelo esporte e da admiração pela ousadia feminina presente.

A mulher que vai aos treinos e jogos ficou conhecida como “Maria Chuteira”, mas será que é apenas para admirar a beleza dos jogadores que lá estão elas? É muito fácil perceber que esse conceito está ultrapassado. Ao ter um diálogo com algumas dessas amantes pelo esporte, perceberá que seus conhecimentos vão muito além do corte de cabelo dos atletas, de suas coxas…

O futebol deixou de ser um entretenimento eminentemente masculino, apesar de muitas vezes o próprio espaço do estádio ser inconveniente, tanto do ponto de vista da estrutura, quanto do ponto de vista da educação (ou falta), dos homens que insistem em se comportar como macacos superexcitados, devido a uma formação sexista e homofóbica.

No último jogo do náutico nos Aflitos, contra o Mogi Mirim, houve uma cena lamentável e de completo desrespeito com a mulher. Um senhor urinou em plena arquibancada. Torcedores disseram que os banheiros do setor são satisfatórios. O banheiro que eles utilizam é o da sede do clube, que possui uma estrutura decente.

Aqui em Recife, se a menina vai ao estádio desacompanhada, passa o tempo todo sendo motivo de piadinhas, cantadas e outras coisas chatas. É um assédio muito chato, mas que felizmente vem mudando. As mulheres vêm abandonando certos rótulos e usam o esporte como diversão e muita paixão. São torcedoras fiéis. Mesmo com tanta gritaria, empurra-empurra e sujeira, gostam de futebol e elegeram o estádio como seu entretenimento.

Algumas podem até não estar por dentro totalmente do assunto, mas vão a campo e torcem. Outras podem até não torcer muito, mas estão lá para acompanhar o namorado e vestir a camisa que o mesmo veste.

As mulheres ainda são minoria dentro do estádio, mas uma minoria que embeleza a paixão nacional. Antes era normal uma garota mudar de canal, ao ver que estava sendo transmitido um jogo. Quando o namorado, irmão, pai, começavam a falar de futebol, tratavam logo de mudar de assunto. Mas isso não corresponde ao mundo atual. A mulher entra em rodas de debates sobre futebol, assiste aos jogos e ainda ousa a “bater uma bolinha”, sem esquecer da área de trabalho do jornalismo esportivo, que abrange uma elevada quantidade de profissionais do sexo feminino. As mulheres estão reinando nesse mundo da bola.

Desde quando mulher entende de futebol? Desde já!

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