O técnico Jair Picerni sabe que a partida contra o Náutico é decisiva para a sua permanência no Palmeiras. O descontentamento de boa parte dos conselheiros que reelegeram o presidente Mustafá Contursi vem aumentando, especialmente após o empate de sábado passado contra o América/RN, em São Paulo.
A pressão pode se tornar insuportável em caso de derrota que deixaria a equipe muito distante das primeiras colocações – afinal, foram dois empates até agora na Série B. Alertado sobre a agitação dos bastidores do Parque Antártica, Picerni, que ganhou a queda-de-braço com Zinho, foi enfático. “Chegou o momento de reverter a situação. Temos que ganhar de qualquer jeito. Perdemos pontos preciosos nas últimas rodadas, dois deles em casa.”
Embora tente passar tranqüilidade durante as entrevistas o treinador está com medo. O volante Magrão e o goleiro Marcos são seus únicos pontos de apoio dentro de um elenco que mal se conhece, e que esta semana foi obrigado a se reunir para um churrasco de confraternização em Jarinu. Outra preocupação está na falta de experiência do time.
Dos 11 titulares que entrarão em campo hoje, seis têm menos de 23 anos (os atacantes Vágner, Thiago Gentil e Edmílson, os volantes Marcinho e Fábio Gomes e o volante/zagueiro Alceu). Os jovens fazem de tudo para obedecer ao treinador. “Já que os ‘velhos’ nos deram chance, vou encará-la como se fosse um prato de comida”, afirmou Edmílson, de 20 anos, que será o quarto homem de meio-de-campo. “O importante é entrar em campo, independentemente da posição”, completou o volante Alceu que comemorou 19 anos na quarta-feira passada e jogará improvisado na zaga.