O Náutico é o único clube de Pernambuco que demonstra preocupação com deficientes físicos. Além de ser o pioneiro em ter uma torcida organizada para os torcedores especiais, seu estádio já possui infra-estrutura para receber pessoas em cadeiras de rodas, como exige o Estatuto do Torcedor.
Na verdade, o Náutico começou a se preocupar com o bem-estar dos deficientes bem antes da lei. Graças à visão democrática do diretor de Patrimônio e Ampliação do clube, Rafael Gazanneo, que toca as obras dos Aflitos desde 96. Além de rampas de acesso, o estádio possui local destinado exclusivo aos portadores de deficiência.
O clube também se preocupou em alugar sistema de som para informar sua torcida, assim como instalar mural para afixar normas e tabelas das competições.
Já há local reservado para a Ouvidoria Alvirrubra, mas a obra ainda não está pronta. Outra construção prevista é a de um ambulatório. “Será um local adequado para receber casos de emergência”, justifica Gazanneo.
No quesito segurança, o Náutico não apresenta problemas, até pela dimensão mais reduzida de seu estádio. “Pela lei não precisaríamos instalar câmeras, mas vamos fazer em breve”, destaca o dirigente. O Náutico, no entanto, apresenta apenas duas entradas, mas Gazanneo promete reativar outras duas.
Em relação à higiene no estádio, o diretor de Patrimônio garante que o clube irá instruir todos os ambulantes. “A comida comercializada dentro do estádio é de nossa responsabilidade”, lembrou. Quanto aos banheiros, até por ter passado por recente reforma, o estádio dos Aflitos está bem servido. Há, no entanto, a necessidade de se fazer drenagem na parte externa do estádio, pois quando chove há alagamentos que chegam aos sanitários e bares.
Outra promessa é convocar o Instituto de Pesos e Medidas para aferir o estádio. Só depois será iniciada a marcação dos assentos.
Assim como seus arquiinimigos Sport e Santa, o Náutico também erra ao vender ingressos antecipados com valores diferentes dos comercializados nos dias de jogos, o que é proibido pelo artigo 24.