DEMISSÃO

Por volta das 20h30 de ontem, mais de duas horas depois da derrota para o Santa Cruz, o técnico Heriberto da Cunha anunciava que não era mais comandante do Náutico. “Tive um diálogo com os diretores. É um momento difícil que o time passa, vindo de três derrotas (Sport, Portuguesa e Santa), então tinha que se mexer em algum lugar. Saio sabendo que, quando erramos, foi por causa dos desfalques”, disse Heriberto.

Logo, o nome do ex-zagueiro, Edson Gaúcho (bicampeão pernambucano pelo Timbu em 84/85), e campeão da Série B no ano passado dirigindo o Criciúma. Segundo informações de bastidores, o treinador já estaria na cidade. O dirigente Maurício Cardoso disse que Gaúcho é um dos nomes que agradavam ao colegiado e descartou o especulado Lula Pereira. Mas as negociações com Edson Gaúcho foram suspensas às 22h. Hoje, o clube deve reiniciar as conversas.

Edson Gaúcho disse que, para assumir, pediu à diretoria a contratação de dois assistentes de sua confiança, um preparador físico e um auxiliar-técnico. “Já recebi propostas de outros clubes, mas descartei porque as condições de trabalho oferecidas não estavam dentro das minhas expectativas. Por isso, estou há dois meses parado. Gosto de trabalhar, mas preciso ter condições de trabalho para crescer profissionalmente”, avisou o treinador.

Do outro lado, o Náutico já se mexia em busca de outros nomes. “Fizemos propostas a outros dois técnicos e estamos aguardando a resposta”, afirmou o dirigente Sérgio Lins que deu o perfil do técnico. “Queremos um de pulso forte, um comandante”, cutucando o desafeto Heriberto.

Já o ex-técnico disse que sai sem mágoas, mas não esconde que a demora nas regularizações e as contusões atrapalharam seu trabalho. “Ficamos muito tempo sem ter Hernani e ainda não podíamos contar com o lateral Vital”, diz. Com a demissão de Heriberto, acompanham o técnico o assistente Zé Mário e o preparador físico Paulo Camargo.

CLIMA PESADO – Após a quinta derrota do time na Série B, a terceira consecutiva, o clima no vestiário não poderia ser dos melhores. Todos eram unânimes em afirmar que faltou um pouco mais de empenho.

Um dos mais chateados era o artilheiro Kuki. “Se disserem que jogamos mal estarão fazendo um elogio. Não entramos em campo. Se continuar assim, setembro será férias para todo mundo”, lembrou.

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