ELEIÇÃO

Desde os idos da década de 80, os sócios alvirrubros não sabem o que é uma disputa eleitoral. Este ano, voltarão a escolher as propostas de duas chapas: o Colegiado (situação) e a Confraria Timbu de Ouro (oposição). As definições quanto aos nomes só ocorrerão durante a semana, mas em conversa com membros dos grupos, o Jornal do Commercio adianta que a tendência é a confirmação do ‘bate-chapa’, dia 15 de dezembro.

De São Paulo – onde vem tendo reuniões com empresas interessadas em patrocinar o Náutico para a próxima temporada –, o presidente Eduardo Araújo não descartou a possível disputa. “Isto é salutar para o Náutico, pois demonstra que o clube é viável e que os alvirrubros estão interessados em ajudar”, diz Araújo, que só volta ao Recife, quarta-feira.

O presidente foi mais além. “Não há problema em haver uma oposição, porque, pelo menos, se sabe com quem contar. Ruim é aquela união em que a pessoa finge que está a seu lado. Complicado seria se ninguém quisesse. Foi o que ocorreu comigo, André Campos e Sérgio Aquino. Assumimos como uma ‘missão’, senão o clube ficaria sem presidente”, completa.

Araújo também não se furtou em declarar sua preferência por Ricardo Valois. “Excelente nome, pois congregaria muito”, afirma. Contudo, o presidente não descartou o consenso. “Não fui procurado pela Confraria, mas estou à disposição pelo bem do Náutico.”

Mas a verdade é que as relações entre o Colegiado e a Confraria ‘azedaram’ depois de um incidente político, que não foi bem digerido pela atual direção. A Confraria homenageou Carlos Alberto Oliveira, presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), considerado persona non grata pelo Conselho Deliberativo do Timbu, após agredir Eduardo Araújo durante partida do Campeonato Pernambucano deste ano.

“Havíamos acertado uma reunião com a direção para definirmos o rumo da sucessão, mas depois disso (da homenagem) ela foi desmarcada e não conversamos mais”, explica Paulo Alves, presidente da Confraria e virtual candidato do grupo. “Homenageanos o presidente da Federação e não a pessoa”, justifica.

Esta semana, Paulo e seus confrades definirão quem comporá a chapa oposicionista. “Estamos recebendo muitas adesões de interessados em participar do nosso Conselho”, garante Alves, empolgado. “Vivemos um período de mudança, é preciso haver renovação. O Náutico precisa de ‘oxigenação’. Não pode haver continuísmo, sempre quem manda são as mesmas pessoas”, discursa. O consenso é difícil. “O clube precisa de união, e não de uma pseudo-união.”

Dentro de campo, os atletas que jogam a Copa Pernambuco seguem os treinos visando ao jogo de volta contra o Santa. Já os que disputaram a Série B se reapresentam amanhã à diretoria.

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