ÍDOLO

A carreira de Sílvio Luiz Borba da Silva, o Kuki, é bem diferente de outros jogadores. Ele praticamente estourou para o futebol em 2001 quando veio defender o Náutico. O clube foi campeão do centenário, evitou o hexa do Sport e ainda interrompeu uma agonia de 11 anos sem títulos. Além disso, foi artilheiro do Campeonato Pernambucano com 14 gols.

“As coisas ocorrem como Deus quer. A minha grande chance no futebol veio quando eu estava com 29 anos. Vim para o Náutico, me dei bem, conquistei dois campeonatos pernambucanos (2001/2002) e permaneço no clube que aprendi a gostar”, conta Kuki, deixando transparecer uma certa emoção.

Kuki pode ser considerado um fenômeno, pois não teve uma carreira regular e praticamente não passou por um processo rigoroso nas divisões de base de algum clube. Ao contrário, sempre defendeu equipes pequenas do Sul do País como Lajeadense, Grêmio Santanense e o Brusque. Chegou mesmo a deixar a carreira entre 1999 e 2000, quando foi trabalhar no beneficiamento de couro num curtume na cidade Lajedo/RS.

Mas esse cearense de Crateús, que ainda menino foi morar com a avó Irene Borba na cidade de Roca Salles/RS, sofreu uma transformação ao vir defender o Náutico. “Foi o primeiro grande clube da minha carreira”, confessa.

Artilheiro nato, veloz, com rara visão de jogo, boa assistência, Kuki diz que todas essas qualidades são um dom de Deus. “Não tive uma grande preparação na base. Tenho uma boa inspiração e um bom posiciomento. Passo pelo zagueiro e, se tiver chance, finalizo.”

Líder isolado da artilharia do Pernambucano com 16 gols, tendo o rubro-negro Valdir Papel logo atrás, com 15, seguido pelo tricolor Roberto Santos, 12 gols, Kuki já marcou sete no Brasileiro da Série B (sem contar o jogo de ontem com o Avaí) e três na Copa do Brasil. O Náutico jogou 36 partidas na temporada e o goleador ficou de fora apenas de três, assinalando 26 gols (partidas oficiais).

“Acho que o futebol pernambucano vive um bom momento em termos de artilheiros. Valdir Papel e Roberto Santos são dois bons atacantes. É uma boa briga pela artilharia”, comentou o goleador alvirrubro.

Kuki admite que está vivendo um grande momento na carreira. Não poderia ser de outra forma. Afinal, em pouco mais de dois anos no clube (passou quatro meses na Coréia do Sul no Hyundai, em 2002) já é o 10º maior goleador da história do Náutico com 86 gols. “Reconheço que vivo um bom momento. Mas trabalho forte, principalmente a finalização. Só espero aumentar a minha marca de gols”, ressaltou o ídolo da torcida alvirrubra.

Sílvio Luiz Borba da Silva (Kuki)
Idade: 32 anos
Altura: 1.68m
Peso: 73kg
Gols em 2003: 26.
Gols pelo Campeonato Pernambucano: 16.
Gols pela Copa do Brasil: 3.
Gols pelo Campeonato Brasileiro da Série B: 7

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