JUSTIÇA

A diretoria do Náutico permanece tranqüila em relação aos três pontos reconquistados na Justiça Federal (PE) relativos à vitória por 4×3 sobre o Joinville, dia 26 de abril. Até o início da noite de ontem, o clube catarinense não entrou com um agravo de instrumento no Tribunal Regional Federal. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contratou o advogado Mário Gil Rodrigues para representá-la no caso. Em entrevista a uma emissora de rádio, ele afirmou que só hoje vai analisar a questão para decidir se também entra com um agravo no TRF.

O advogado e torcedor Ivan Rocha, que entrou na 12ª Vara da Justiça Federal com o pedido de liminar e que foi concedido pela juíza Edwiges Caraciolo, adiantou que ainda hoje a juíza divulgará a sua decisão sobre a atitude da CBF em não reconhecer a liminar.

“A CBF pode ser punida. Tenho certeza de que nada vai mudar a decisão da juíza”, afirmou Ivan Rocha.

A polêmica começou porque o lateral Marcos Lucas atuou irregular. Mas o clube catarinense entrou no Superior Tribunal de Justiça Desportiva fora do prazo de 48 horas. Mesmo assim, o STJD tirou os pontos do Náutico baseado numa RDI (resolução de diretoria interna) aumentando o prazo de recurso para cinco dias passando por cima de uma lei federal.

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