Engana-se quem pensa que jogador de futebol pensa em bola 24 horas ao dia. Pelo menos este não é o caso do goleiro titular do Clube Náutico Capibaribe no Pernambucano, Rodolpho Henrique Correia. Além da busca incessante pela conquista de se tornar titular absoluto no gol alvirrubro, o atleta está se preparando com unhas e dentes para enfrentar um desafio da mesma importância que este: o jogador está estudando para fazer vestibular em educação física, no mês que vem.
Apesar da pouca idade, Rodolpho explica que o curso pode ser uma saída para quando tiver que pendurar as chuteiras. “Ainda estou muito novo e tenho que aproveitar. Como os treinamentos nos Aflitos acontecem durante o dia, vou estudar à noite e tentar conciliar as duas atividades. Enquanto isto for possível, vou seguindo”, disse o jogador.
Se depender da experiência de Rodolpho em “vestibulares”, o sucesso está praticamente garantido. Antes de chegar ao elenco de profissionais do Náutico, o jogador foi testado de várias formas. Primeiro quando deixou o Recife em 97, aos 17 anos, para tentar a sorte no Clube de Regatas Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. Lá, foi renegado por alguns diretores depois de três meses. “Nesta época, eu estava no Sport, mas acabei indo para o Rio. Infelizmente não deu certo”.
Decepcionado com a tentativa frustrada, Rodolpho voltou ao Recife, só que, desta vez, para defender as cores do Timbu. O atleta ficou nos juniores até 2001, quando teve a sua primeira chance, naquele mesmo ano, no Campeonato Brasileiro da Série B, onde foi titular contra a Tuna Luso/PA. O Náutico acabou vencendo a partida por 4×0.
No mesmo campeonato, mais um teste difícil em sua vida. Entrou na segunda partida do mata-mata contra o Figueirense/SC, aos 25 minutos do primeiro tempo, quando o então goleiro titular, Gilberto, fora expulso. Os pernambucanos acabaram eliminados, mas Rodolpho saiu de campo satisfeito. “Estava muito concentrado durante aquela partida e acabei fazendo defesas importantes”, relembrou.
De “vestibular” em “vestibular”, Rodolpho espera seguir superando todos os obstáculos e um dia chegar à vestir a camisa da Seleção Brasileira. “Primeiro quero me firmar como titular aqui no Náutico e depois, como é o sonho de todo jogador, quem sabe chegar à Seleção”, concluiu.