O pênalti marcado pelo árbitro Giulliano Bozzano, em cima do lateral-esquerdo do Botafogo, Jorginho Paulista, aos 14 minutos do segundo tempo, que culminou no segundo gol dos cariocas, foi muito contestado pelos jogadores do Náutico. Os atletas também alegaram que o juiz teria sido conivente com um suposto antijogo praticado pelos adversários, que paravam todas as jogadas alvirrubras através de faltas, sem receber sequer punições verbais.
O zagueiro Bruno, acusado de ter derrubado Jorginho Paulista na área, demonstrou muita sinceridade ao comentar o lance. “Quando cometo pênalti, não tenho problema algum em admitir o meu erro, como fiz em oportunidades anteriores. Mas, realmente, neste lance, não toquei no jogador do Botafogo e ele se atirou. Tanto que o juiz nem cartão amarelo me deu”, alegou o jogador. Em uma jogada parecida, em favor do Náutico, quando o lateral-esquerdo Vital foi derrubado por Edgar, o defensor alvinegro levou o cartão.
Apesar de não estar tão próximo da jogada, o meia Adriano endossa as palavras de Bruno. “Da visão que eu tinha do lance, estando no nosso campo de ataque, o pênalti realmente não existiu”. Vital engrossa o coro de reclamações para cima de Giulliano Bozzano. “Eles paravam a partida com faltas e o juiz segurou os cartões amarelos. Não podia ter deixado isso acontecer”, lamentou o atleta.
Já o técnico timbu, Leivinha, mesmo concordando com os jogadores, não acredita que a arbitragem tenha sido decisiva para o placar da partida. “Fomos prejudicados em vários momentos. Acho que, em um jogo com o campo lotado, o árbitro sente a pressão da torcida e comete erros. Mas quem tem que julgar a atuação do Giulliano é a diretoria e, principalmente, a comissão de arbitragem da Série B”, finalizou.