O técnico Leivinha, do Náutico, quer concentração total dos jogadores para o jogo contra o Gama, domingo, às 16h, nos Aflitos. Apesar de o time brasiliense ser o vice-lanterna da competição, com 18 pontos e estar ameaçado de rebaixamento à Série C, o treinador não considera a sua equipe favorita. Para ele, é preciso cautela e muita determinação diante do adversário.
“O Gama é um franco-atirador. É um time que precisa vencer para tentar fugir do rebaixamento. Por isso, precisamos ter o máximo cuidado. Não podemos pensar nunca que vamos enfrentar um adversário frágil. O respeito é fundamental, mas impondo o nosso futebol”, disse Leivinha.
Uma vitória do Náutico garante a classificação à segunda fase do Brasileiro, pois o time está com 32 pontos, ocupando a sexta colocação da Série B, computados os três pontos recuperados na Justiça Federal, que derrubou, com uma liminar a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) – este tribunal havia dado os pontos ao Joinville porque Marcos Lucas atuou irregular na vitória do Náutico por 4×3 sobre os catarinenses, dia 26 de abril.
Leivinha quer o grupo despreocupado em relação às questões na Justiça. “Vamos pensar apenas no jogo com o Gama. O grupo recuperou a confiança com duas vitórias seguidas (3×0 no Mogi Mirim e 3×1 em cima do Remo) e precisa manter a seqüência.” O treinador não poderá contar com o zagueiro Érlon e com o lateral-esquerdo Vital, suspensos. O goleiro Edervan, com uma distensão muscular na coxa direita, deve ficar de fora de 15 a 20 dias. Em compensação, o volante Pires cumpriu suspensão e fica à disposição. O mesmo ocorre com o zagueiro Domingos, recuperado de contusão.
TRIBUNAL – O atacante Kuki e o técnico Heriberto da Cunha serão julgados amanhã, às 19h, pelo Tribunal de Justiça Desportiva-PE (TJD). O processo ainda é relativo a suspostas declarações de que o Campeonato Pernambucano estaria armado para beneficiar o Sport. Com isso, a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) entrou com uma interpelação. Os dois estão no artigo 238 do Código Brasileiro Disciplinar de Futebol (CBDF) e podem pegar de 90 a 360 dias de suspensão. O mesmo ocorre com o presidente do Santa Cruz, José Neves Filho.