No primeiro tempo, o atacante Jorge Henrique não estava bem. Sentindo um problema intestinal, ele teve que ser medicado no intervalo, pois chegou a ter uma diarréia. Na base da vontade, voltou para o segundo tempo e brilhou. Marcou três belos gols e só foi substituído um minuto depois de ter feito quarto aos 32 minutos.
Ovacionado pela torcida, o jovem atacante de 21 anos não perde a humildade. Na sala de imprensa, fez questão de ressaltar que na maioria dos seus gols há a participação do parceiro Kuki, ídolo máximo da torcida alvirrubra. “Kuki faz gols e ainda sabe servir bem para que eu também faça gols. Estamos formando uma boa dupla.”
Ao mesmo tempo, Jorge Henrique de Souza, que chegou para o Náutico em 1999, vindo das escolinhas do Vasco da Gama, também destaca a união e a determinação do grupo. “Nós dividimos os bons e os maus momentos. A nossa reação na Série B é fruto dessa unidade. Sabemos também que falta muita coisa. Estamos numa luta para a voltar à Série A e o primeiro passo foi nossa classificação entre os oito que estão na segunda fase da competição.”
Do outro lado da sala, o atacante Kuki, vice-artilheiro da Série B ao lado de Alex Alves (trocou a Portuguesa pelo Cruzeiro), com 14 gols, um a menos em relação a Valdomiro, do Remo, brincou com os repórteres ao afirmar que não fazia uma ‘dupla infernal’ com Jorge Henrique. “Nós fazemos uma dupla da paz, da alegria.” Logo em seguida acrescentou: “Vamos ter mais um jogo (Botafogo, sábado, em Niterói) e devemos manter o ritmo, pois queremos consolidar a nossa classificação com mais uma vitória”.