TREINADOR

O futebol não é novidade para Edson Leivinha. Começou jogando nas divisões de base, aos 15 anos, nos juvenis do Náutico, mas não teve uma carreira longa e nem de muito destaque. Sem títulos de grande expressão, pendurou as chuteiras cedo, aos 25, e assumiu outro ofício. Foi corretor de seguros até os 37, quando fez um curso para técnico ministrado por Carlos Alberto Parreira, em 1999, em São Paulo. A partir daí, a vida de Leivinha mudou e o Náutico passou a ser, novamente, sua segunda casa, até hoje.

Pediu para fazer um estágio com o técnico Luiz Carlos Cruz, em 99. Neste mesmo ano, começou a treinar os juvenis do clube – onde iniciou a carreira de atleta –, com o qual conquistou o vice-campeonato Estadual, revelando talentos como Jorge Henrique e Luciano.

Em 2000, uma grande mudança. No comando do juvenil, começou a treinar sua equipe contra os profissionais comandados por Muricy. “Pedi para acompanhar mais de perto o trabalho realizado no time profissional e ele gostou da minha iniciativa. Comecei a adotar o mesmo estilo de jogo adotado por Muricy e isso foi muito bom, pois quando precisava de um garoto do juvenil, não havia problema de adaptação”, revela. Assim, ganhou a confiança de Muricy e tornou-se o seu assistente, assim como o de todos os técnicos que passaram pelo Náutico.

Como jogador, disputou os Pernambucanos de Juvenis e Juniores pelo Alvirrubro. Ainda nos juniores, foi para o Vasco, de Sergipe, onde foi profissionalizado, aos 17 anos. Voltou para o Timbu, sob o comando de Hilton Chaves e atuou ao lado de jogadores como Douglas, Dimas e Lupercínio.

Na década de 80, teve a oportunidade de assinar contrato com o Corinthians, na época da famosa democracia mosqueteira. “Apesar de não ter jogado como titular naquele grande time, foi uma grande experiência vivenciar o ambiente com Sócrates, Casagrande, Vladimir, entre outros, e ganhar um título.”

Atuou também pelo interior paulista. Jogou no Bragantino e no Independente de Limeira e depois se transferiu para o Nacional, do Amazonas. Mas não resistiu à saudade e voltou ao Recife, onde se apaixonou por Lindinalva de Oliveira, com quem está casado, e decidiu sair da vida cigana do esporte bretão. “Mas não perdi o contato com o esporte. Sempre acompanhava os jogos e campeonatos até surgir a oportunidade de voltar ao esporte como técnico”, encerra o ex-corretor de seguros.

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