VISITA

Ele realizou o desejo de menino tricolor que sonhava em conhecer o jogador

Não foi só um encontro com o ídolo. Mariano (nome fictício), 15, personagem da série veiculada nos últimos três dias na Folha, sobre os abrigos para crianças e adolescentes do Recife, realizou, ontem, um desejo: conheceu, conversou e até tabelou com o atacante alvirrubro Kuki, que aceitou o convite para ir até o Centro de Atendimento de Adolescentes do Recife (Caad), na Boa Vista, conhecer o fã. Na ocasião, o centroavante revelou planos de apadrinhar uma criança.

A intenção de Kuki de cuidar de uma criança abandonada surgiu há um mês. “Minha esposa foi algumas vezes à Casa de Carolina junto com a minha mãe e estamos conversando para ser padrinhos de uma criança. É uma forma de ajudar. Acho que as pessoas que têm condições deviam se sensibilizar com a situação deles”, comentou o atacante, revelando, além de um afilhado, estar planejando ter um filho no próximo ano.

Enquanto esteve no abrigo, ontem, o jogador do Náutico foi cercado pelos garotos. Mariano, que torce para o Santa Cruz e não sabia da visita, ficou atônito ao se deparar com o atleta. Somente após ficar fazendo embaixadas com o craque, conseguiu se expressar. “Ele joga muito. Faz cada gol. Sempre quis conhecê-lo. É até difícil de acreditar. Agora só falta ser adotado”, brincou. Enquanto isso, outros garotos cercavam o jogador pedindo autógrafos, alguns em pedaço de papel, outros na palma da mão. “Isso vai sair quando lavar”, explicava, inutilmente, Kuki.

Para a presidente da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), Raquel Queiroz, a visita é de grande importância para os meninos. “Eles se sentem mais amparados, isso faz bem para a auto-estima deles, todos se sentem mais queridos. O único problema é que muitos já vieram pedir para mim trazer um jogador do Sport e outro do Santa. Até no nome de Rivaldo já falaram”, disse, reafirmando que, até o final do ano, deve reduzir o número de crianças dentro do Caad. “Já estamos procurando uma nova casa para transferir os 35 adolescentes abandonados na forma da Lei”.

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