Segundo tempo, 34 minutos. Pênalti para o Náutico. Confusão no gramado. Os jogadores do Grêmio partem para cima do árbitro. O Batalhão de Choque entram em campo para proteger a arbitragem. Tensão. Muita tensão. Enquanto isso, nas arquibancadas, correria na torcida alvirrubra. Pessoas de todas as idades passam mal. Trabalho para o Corpo de Bombeiro e para as enfermeiras, que garantem: “o número de ocorrências superou as expectativas”.
Uma delas, Ana Melo, contou que foram registradas cerca de 28 ocorrências. “Esse é o número oficial aproximado. No entanto, houve uma certa quantidade de atendimentos – mais de dez – que não conseguimos anotar. Ou registrávamos, ou atendíamos”, afirmou. A enfermeira comenta que, em determinado momento, a situação se tornou insustentável. E de fato era visível a situação de desespero no final do confronto. Crianças, adultos e idosos eram atendidos próximos aos alambrados. Todos ficaram estirados no gramado. “Não tínhamos nem mais onde botar os pacientes”, frisou.
Ana Melo informa que a maioria dos casos foram referentes à pressão alta (crise hipertensiva), lesão corporal e embriaguez. “Também teve muita gente passando mal pelo estresse do jogo e pelo tumulto. Precisamos fazer apenas a remoção de uma criança com problemas cardíacos para um hospital participar”, observou. “Ainda bem que não tivemos nenhum caso sério. Todo mundo saiu do estádio vivo”.