Os debates judiciais sobre a legalidade da regra do Campeonato Pernambucano que obriga os clubes a reservarem uma cota para jogadores nascidos no Norte e Nordeste devem ir também ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).
Ontem, um procurador do órgão afirmou à reportagem, com a condição de não ser identificado, que a situação é bastante complicada. Segundo ele, a cota pernambucana afronta a Constituição e o caso deve ir ao STJD depois de um exame formal do órgão que integra.
Anteontem, Rinaldo Martorelli, vice-presidente da federação de sindicatos de atletas de futebol profissionais, prometera levar o caso à Justiça comum.
Alheio às ameaças, o presidente da Federação Pernambucana, Carlos Alberto Oliveira, disse que a norma permanecerá, mas fez questão de não ser apontado como seu autor. “A proposta foi feita pelos clubes. São eles os responsáveis pelo regulamento”, afirmou.
Ontem, em reunião na sede da entidade, os clubes ratificaram a cota, alegando que a proposta havia sido aprovada pelos próprios clubes e que não haveria mais tempo para modificar as regras por proibição prevista no Estatuto do Torcedor.
“Não podemos polemizar sobre coisa que já foi decidida”, disse, na reunião, o diretor do departamento de futebol da federação, Joaquim Barreto.
Segundo ele, a federação seguirá as normas da CBF e o clube que infringir a regra das cotas perderá os pontos na competição, que começa no próximo dia 8.