FUTEBOL

Nem todos os torcedores alvirrubros estiveram dispostos a acompanhar ao jogo final do Náutico na Série B 2005, nos Aflitos. Mesmo sendo ponto neutro, pois houve transmissão da partida do Santa Cruz também, a Cervejaria, no Derby, uniu um clima de expectativa e esperança dos clientes-espectadores na crença da classificação do Timbu para a Série A.

Antes das 15h, dezenas de torcedores buscavam uma mesa bem localizada, de preferência com um ângulo favorável ao telão. Depois de se acomodar, durante os primeiros 45 minutos, houve tensão e ansiedade para que o resultado viesse logo era esperado por todos.

A começar pelo gerente da casa, Rubem Schidt, que apesar de ser gaúcho é torcedor do Internacional e estava “secando” o rival do Colorado. “Hoje (sábado) estou torcendo pelo Náutico. Espero ver o Grêmio, de novo, na Segunda Divisão”, alfinetou.

Um simpático trio formado pelo casal de namorados, Mateus Alves e Misiane Araújo, e a amiga deles Laura Lopes fazia fé na vitória alvirrubra. “Acho que a gente ganha e se classifica”, apostava Mateus, que teve o seu palpite acompanhado pela namorada e a amiga.

As emoções ficaram contidas, pois o jogo prendia a respiração de todos, por causa do equilíbrio. Mas aos 31 minutos, a explosão foi total com o pênalti sofrido por Paulo Matos. Na cobrança, o grito de gol deu lugar a uma frustração generalizada.

Porém, a ansiedade maior ficou destinada ao segundo tempo. Mas aí a nossa reportagem se dirigiu ao Bar Vagão, reduto alvirrubro no Espinheiro. Diferente da Cervejaria, no ambiente predominava torcedores do Náutico. Um ou outro “raro” tricolor divida espaço com os rivais. “Mas aqui todos estão centrados num objetivo comum, que é colocar os dois na Primeira Divisão”, disse Evandro Batista, torcedor coral.

Assim como no estabelecimento do Derby, os rostos de tensão era a marca registrada dos torcedores timbus. Entre momentos alternados, de vibrações e decepções, o máximo foi no segundo pênalti do jogo, aos 35 minutos. Todo um clima de suspense ganhou proporções de terror, quando 20 minutos depois, foi cobrado pelo lateral Ademar.

Apesar de todos terem dado as mãos, o goleiro gremista estragou a festa e o meia Anderson decretou o fim do sonho em voltar para a Série A, em 2006. “Vamos ter que amargar mais um ano na Série B”, lamentou Carlos Azevedo.

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