NÁUTICO

A perda da vaga na Primeira Divisão para o Grêmio foi tão frustrante para os alvirrubros que alguns deles consideraram a derrota como a pior da história do clube. A maioria classificou a tragédia como mais dolorosa do que o título perdido para o Náutico em 1993, no Arruda, quando vencia o jogo por 1×0, até os 38 minutos do segundo tempo, e deixou o Santa Cruz virar.

“Achei pior do que 93. Ali a gente jogava pelo empate e tomamos dois gols. E era um campeonato estadual, não um Brasileiro. Aqui, nós jogávamos com quatro jogadores a mais. Foi a maior tragédia dos 104 anos do clube. O acesso à Primeira Divisão ia mudar toda a nossa realidade”, afirmou o diretor de futebol Gustavo Rêgo, que não conseguia explicar seu sentimento naquele momento.

“É uma dor imensurável. É uma perda em todos os sentidos. Diminui a auto-estima do torcedor que deve estar muito dolorido. É muito difícil encontrar palavras para explicar o que aconteceu. Acho que posso comparar essa perda a de um familiar próximo”, contou.

Também desconsolado, o superintendente de futebol do Náutico, Rubens Barbosa, teve a mesma opinião do companheiro de diretoria. “Nunca vi isso. Foi bem pior do que aconteceu em 93. Não tem nem comparação. É uma perda que sempre vai ficar marcada na nossa memória”, disse o dirigente, completando. “Nos pênaltis, o time amarelou mesmo. Não pode ter dois pênaltis e não fazer”.

Já o presidente do Náutico, Ricardo Valois, preferiu minimizar a tragédia histórica do Náutico. “Toda derrota é complicada. Claro que é difícil de aceitar que você não ganhou com quatro jogadores a mais. Mas não podemos pensar que essa foi a pior da história”, declarou.

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