FUTEBOL E CARNAVAL

Desde tempos imemoriais, as duas maiores paixões do brasileiro sempre se uniram para dar mais alegria aos dias de folia. Um exemplo é a Copa do Mundo deste ano, representada em todos os focos de animação

Esporte e Carnaval. Eis uma mistura que dá certo e sempre embalou, ao longo do tempo, os corações apaixonados de torcedores e foliões. O casamento entre os festejos momescos e o esporte vem de outros carnavais. Buscando inspiração uma na outra, as duas maiores paixões do brasileiro vêm realizando animado matrimônio, para a alegria geral do País. Em fevereiro, todos brindam e desejam muitos anos de vida para a união, espantando para longe a idéia de que romance de Carnaval não dura.
Todo casal que se preze tem a sua música. Em Pernambuco, o ritmo que embala esta relação sempre foi o frevo, fazendo ferver os corações de torcedores travestidos de pierrôs e colombinas “desde os tempos ideais”. Nomes como Capiba, Nelson Ferreira e Getúlio Cavalcanti, entre outros, já compuseram frevos relacionados ao futebol e em homenagem a Sport, Náutico e Santa Cruz.

Até o mais tradicional bloco do Carnaval pernambucano, o Galo da Madrugada, no seu desfile de ontem, homenageou a seleção brasileira, com o tema “Galo Rumo ao Hexa”, em alusão à Copa do Mundo, que começa em junho. “Vivemos um momento interessante para fazer esta homenagem. Além do mais, futebol e Carnaval, na verdade, são farinha do mesmo saco”, brincou o presidente da agremiação, Enéas Freire.

A associação entre as duas paixões brasileiras também pode ser uma oportunidade de ganhar uma renda extra. Quem garante é o criativo Edivan Souza que montou uma barrinha para cobrança de pênalti em frente ao boneco gigante do Galo e cobrava R$ 1 para quem fizesse gol, derrubando as garrafas. “Cadê os Ronaldinhos? Dou R$ 3 para o artilheiro que aparecer aqui!”, gritava.

O verde e o amarelo também fizeram parte do figurino das irreverentes mocinhas das Virgens do Bairro Novo, bloco que animou o último domingo pré-carnavalesco em Olinda. De olho na Copa, 16 rapazes formaram o time das “Brasileirinhas” e deram cartão vermelho ao baixo astral.

Alvirrubro doente, o cantor e compositor Claudionor Germano, um dos homenageados do Carnaval recifense deste ano, reforça a forte influência do esporte na Folia de Momo. “Os dois são irmãos no objetivo de trazer alegria para o povo. A agitação carnavalesca tem tudo a ver com a vibração do futebol. Eu mesmo já gravei frevos para os três grandes da capital, mas deixei o Náutico por último, pois os últimos serão os primeiros”, profetiza o cantor, brincando com a posição do seu time na tabela.

As tradicionais charangas, bandas que ficam nas arquibancadas dos estádios, são a outra prova viva do elo entre o frevo e o futebol. Independentemente da época do ano, elas sempre se fazem presentes, entoando os acordes do ritmo pernambucano. “Nossa charanga faz a animação dos estádios desde a década de 80. Com tanta agitação, os torcedores acabam virando verdadeiros atletas para pular nas arquibancadas e brincar os quatro dias de Carnaval”, disse o presidente da torcida organizada rubro-negra Treme Terra, Severino Victor de Souza, 76.

Nesta festa de casamento entre o Carnaval e o esporte todos os torcedores-foliões saem felizes, pois o buquê é coletivo e só termina de cair na Quarta-feira de Cinzas.

Uma resposta a FUTEBOL E CARNAVAL

  1. Carlos Alberto de Sá Costa disse:

    Caros alvirrubros, acompanhei a Frevioca que em se tratando de tocar frevo e os hinos do Náutico não deixou a desejar. Atrás de trio esperando frevar é perder tempo. O que tenho a reclamar se relaciona ao atraso na saída do bloco o que provocou uma alteração no seu percurso. E quem decidiu isso foi a Frevioca, não ví um membro da Diretoria assumir tal desorganização. É uma pena, até no bloco carnavalesco se reflete o descompasso atual do Timba. Quanta incompetência!!! Quantos alvirrubros estiveram aguardando a passagem do Timbu Coroado em seu percurso tradicional e foram mais uma vez torpemente enganados! Quanta falta de respeito! Assim como no campo o time decepciona e envergonha a sua torcida, até na avenida o torcedor do Timba é humilhado. Atrás de trios que desonram a cultura pernambucana pois mal sabem executar frevos e muito mais longe, não solfejam os hinos do clube que os contratou. Salve a Frevioca, se não fosse o acidente de percurso teria sido um dos maiores desempenhos do grande Timbu Coroado.

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