Num prazo de 60 dias, os clubes do futebol pernambucano vão ganhar um importante reforço financeiro. Pelo menos essa foi a previsão que o presidente da Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe), Jaime Asfora, apresentou para a implantação da loteria virtual, que vai destinar parte do valor bruto das apostas para os clubes do estado.
De acordo com Asfora, a resolução para o funcionamento do jogo já foi editada, porém falta o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) fazer uma análise técnica mais precisa do programa. “Nossa preocupação é que o sistema não esteja viciado”, explicou. O novo jogo ainda não tem um nome registrado.
A nova loteria é uma espécie de raspadinha. O apostador entra no sistema, pega o bilhete virtual e raspa. Se encontrar uma combinação de imagem, ganha o prêmio, que ainda não foi definido. O programa é da empresa IGT, cuja sede está localizada em Washington. Recife será a primeira cidade fora da capital norte-americana a ter o sistema. “Eles escolheram o Recife por que o jogo será fiscalizado por uma agência reguladora, que será a Arpe”, explicou Jaime Asfora.
O apostador não poderá simplesmente entrar na internet e jogar. Ele terá que se dirigir a uma das casas de aposta especializada no jogo, que serão instaladas no Recife. O valor da verba que será repassado para os clubes, no entanto, ainda não foi definido.
O benefício surgiu graças a uma parceria da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) e a IGT. De início, a empresa norte-americana já repassou R$ 400 mil à FPF, referente a primeira parcela do valor de ações publicitárias que, no total, vai gerar, anualmente, R$ 2,4 milhões.