SONHO

Um sonho realizado, um objetivo alcançado, uma alma lavada e uma torcida feliz! Poderíamos resumir apenas nesta frase a classificação do Clube Náutico Capibaribe para a primeira divisão em 2007. Nada mais justo, do que este prêmio, que veio com suor, sacrifício e muita emoção de todos os lados. Da torcida, dos jogadores, comissão técnica e diretoria.

Todos deram a volta por cima. Um início de ano ruim, um Pernambucano medíocre, uma Copa do Brasil sem sucesso, mas um Campeonato Brasileiro da Série B regular e produtivo. Um grupo unido, uma família. O foco em um único objetivo: a classificação.

Mesmo sendo nova, já presenciei momentos históricos do clube, bons e ruins. Capítulos escritos com lágrimas e sorrisos. No ano passado, nossa permanência na Série B abalou muitos torcedores. Mas o Náutico não se abalou, pois é e sempre será grande o suficiente para qualquer perda. Nós, torcedores, sofremos, choramos, nos revoltamos; mas não deixamos de amar, de sonhar e de torcer. Alguns preferiram se afastar, ou pelo menos tentaram, outros, levantaram a cabeça e deixaram quieta aquela parte da nossa história, que ninguém queria que realmente tivesse acontecido. Cada torcedor reagiu do seu modo, maneira. Assim como nesta decisão.

A cidade respirava a partida contra o Ituano. Os alvirrubros sonhavam com o apito final de Antônio Hora Filho, para iniciar a explosão de alegria. E dessa vez, nada foi diferente. O Náutico venceu a partida na garra, na vontade. E os milhares de alvirrubros, finalmente puderam soltar o grito preso na garganta por 12 anos. No final do jogo, uns choravam, alguns sorriam e outros simplesmente não acreditavam no que estavam vendo.

E ainda hoje, muitos ainda estão pensando que é um sonho. Mas não é. A realidade é que o Náutico é primeira divisão! E que mais um capítulo, desta vez, com final feliz, será somado a grande história deste clube centenário. A festa é de todos que fazem parte da família alvirrubra. Vamos comemorar e torcer, para que em 2007, o livro do nosso Náutico seja presenteado com mais capítulos alegres e com final feliz!

Uma resposta a SONHO

  1. Pompilio Alves Ribeiro Neto disse:

    Em 1994, aos 14 anos, meu pai que é tricolor resolveu a contra gosto matricular eu e meu irmão na escolinha do Náutico. Agradeço a ele até hoje por esse ato. Tive o prazer e honra de ser juvenil e júnior e treinar e jogar diariamente nos Aflitos, o que hoje só os profissionais podem. Na década de 90 o time do mangue e sua torcida nojente fez-nos muita raiva mas o amor e paixão criadas pelo Timbu foram mais fortes e nada abalou a mim e meu irmão que aguentamos muita aporriação na escola. Hoje moro em Fortaleza e meu maior orgulho é ter o apelido de Pernambucano ou Timbu. Estive aí ano passado e nunca havia chorado tanto em toda minha vida. Creio que o jogo contra o Gaymio tenha sido um divisor de águas. Todos juntos, perto ou longe, devemos nos unir e manter nossas cores e tradições no seu lugar de fato e de direito.

  2. Flávio Lucena disse:

    Com aquela conquista fantástica, apagando a derrota de 1993. no Ano de 2005, tb estava nos Aflitos e vi abismado aquela situação, mas resisti. Veio 2006 e com esse ano tb veio a esperança. Fui ao jogo, campo lotado e a fantástica torcida do Náutico participando o tempo todo. O resultado no final do jogo veio para os torcedores de verdade do Náutico que amarguraram ao longo da história derrotas, mas q nunca desistiram e sempre acreditaram num futuro melhor e agora é presente: somos 1º Divisão !!! SDS ALVIRRUBRAS !!!

  3. Flávio Lucena disse:

    Nasci no ano de 1974 (ano em q o Náutico impediu o Hexa do Santa); em 1984, o Náutico foi campeão após 10 anos de jejum – foram apenas 3 títulos: 84, 85 e 89. Mesmo assim, continuei torcedor Fanático pelo time de Conselheiro Rosa e Silva. Em 1996, qdo a ampliação era coisa de um "maluco" chamado Rafael Gazanel: lá estava eu ajudando com um pouco, mas sempre de coração. O Náutico, independente de conquistas, sempre foi meu time do peito. Nos anos 90 (década dos burronegros), estava da faculdade e era constantemente alvo de gozações, mas resisti bravamente, pois não há mal q dure para sempre. No ano passado, estava no estádio no jogo contra o Gaymio; saí bastante triste e mais triste ainda qdo vi diversos torcedores rasgando, queimando, jogando fora a camisa do Náutico. Esses não são torcedores na acepção da palavra: são aproveitadores q nem deveriam comemorarar a subida à primeira Divisão. Torcedor de verdade não desiste nunca: estava em 1993 na derrota incrível para o Santa, mas não desisti e veio 2004…

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