Hoje no Brasileirão, duas coincidências. Dois momentos na roda da história de dois pentacampeões.
Porque há pentacampeões e pentacampeões…
O São Paulo pode se sagrar pentacampeão brasileiro. E logo em cima do lanterna, o América-RN.
Coisas do destino. Talvez seja um bom jogo. Uma festa. Mas nada que se compare ao primeiro São Paulo e América-RN em Campeonatos Nacionais. Um jogo para nervos de aço. Um jogo que quase custou a cabeça do técnico do América, Sebastião Leônidas. Leônidas, antigo lateral do Botafogo do Rio.
O jogo ocorreu num domingo, 31 de agosto de 1975, no Machadão em Natal. O poderoso São Paulo do técnico Poy, de Pedro Rocha, Terto e do artilheiro Serginho Chulapa passou maus bocados ante o América de Pedrada, Santa Cruz e Ivanildo.
Quando o jogo começou, Ademir marcou 1×0 para o tricolor paulista. O América foi pra cima e fez três gols com Santa Cruz, Ivanildo e Élcio.
Tudo se encaminhava para uma tranqüila vitória potiguar. Quase tudo, pois não é que o São Paulo desperta!
Nos últimos dez minutos Serginho, Ademir e o zagueiro Arlindo viram a partida: São Paulo 4×3.
O público nem teve forças pra vaiar. Ficou perplexo. Mudo. Aliás, nem mesmo Poy acreditou muito no que havia acontecido.
Entre as duas partidas, 32 anos se passaram. O São Paulo e o América seguiram seus destinos.
Com apenas um personagem em comum. Uma coincidência.
O agora técnico Muricy Ramalho era jogador do São Paulo em 1975. Vivenciou aquela virada de perto.
Nos Aflitos, outra coincidência. O técnico pentacampeão brasileiro Wanderlei Luxemburgo volta a Recife. Recife que ocupa um lugar na sua história de jogador.
Pois foi aqui em Recife no dia 4 de junho de 1972 que Wanderlei vestiu pela primeira vez oficialmente a camisa do Flamengo. E vestiu numa data especial para Recife. Na reinauguração do Estádio do Arruda, que viria a sediar a Minicopa. Arruda que botou gente pelo ladrão para assistir o 0×0 entre Santa Cruz e Flamengo. 35 anos atrás.
Naquele dia, Wanderlei jogou na defesa com Renato, Moreira, Chiquinho e Tinho. Sob a proteção dos volantes Zanata e Zé Mário. Naquele dia Fio Maravilha substituiu o argentino Doval. Foi o dia em que o jovem Wanderlei Luxemburgo não deixou o ponta-direita do Santa, Cuíca, roncar.
Com o passar do tempo, os dois técnico ocupam lugares diversos no coração do torcedor pernambucano.
O técnico do virtual pentacampeão brasileiro, Muricy Ramalho, é idolatrado pela torcida do Náutico. Talvez por nunca menosprezar seus adversários. Mesmo quando ocupam a lanterna.
Já o técnico pentacampeão brasileiro Wanderlei Luxemburgo é visto com reservas por estas bandas. Talvez por esquecer que menosprezar um adversário é uma atitude indigna de um vencedor.
Porque há pentacampeões e pentacampeões…
Clique aqui e conheça o blog do alvirrubro Roberto Vieira