O Náutico vencera Atlético-MG e Internacional.
A defesa tomava gols incríveis.
Mas o ataque era famoso em todo o país.
Nivaldo, Erasmo, Bizu e Augusto.
1989.
O Fluminense entra em campo disposto a resistir ao ímpeto alvirrubro.
Náutico em campo era sinônimo de duas coisas:
Emoções fortes e muitos gols.
Principalmente se do outro lado estava o espírito ofensivo do técnico Telê Santana.
O Náutico começa o jogo com um gol do zagueiro Vavá.
O Fluminense empata com Rinaldo aos 13′ do primeiro tempo.
O jogo prossegue lá e cá.
O Fluminense desempata com Rinaldo aos 14′ do segundo tempo.
Mas a torcida fica tranqüila. Ela se lembrava do jogo dez dias antes contra o Galo mineiro.
Telê fica sério.
O Náutico não tinha Paolo Rossi. Mas Ocimar descobre Erasmo. E Erasmo descobre as redes: 2×2.
Os Aflitos não são o Estádio de Sarriá. Mas aos 29′ Bizu arranca no meio da defesa tricolor.
Passa pelos zagueiros, mas encontra o corpo do zagueiro Vágner que empurra o artilheiro alvirrubro no chão.
Pênalti.
2×2.
O zagueiro Vavá caminha para a bola.
E manda uma bomba.
Telê Santana observa quieto no seu banco.
3×2.
As camisas desta vez não são azzuras.
Mas os Aflitos lhe recordam o Estádio de Sarriá naquele fatídico 5 de julho de 1982.
E o vermelho e branco domina a Rosa e Silva pela madrugada afora…
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