HISTÓRIA

Alguns ainda se recordam dos play-offs disputados por Náutico e Figueirense nas quartas de final da série B em 2001. Mas o confronto entre os dois clubes tem raízes mais antigas, e o próprio Figueirense tem na sua biografia um pouco de nossa história.

O Figueirense Futebol Clube é o mais pernambucano dos clubes catarinenses. Pelo menos nas origens. Ele foi fundado em 12 de junho de 1921 no bairro da Figueira, na rua Padre Roma, onde hoje se localiza a praça XV de Novembro. Padre Roma, como todos sabem, era o outro nome de José Inácio de Abreu e Lima, um dos revolucionários fuzilados na Revolução de 1817 em Pernambuco e pai do General Abreu e Lima, amigão de Simon Bolívar.

Em 1975 o Figueirense enfrentou o Náutico no dia 14 de setembro em Florianópolis. O Náutico vinha de um vice-campeonato pernambucano numa final até hoje contestada contra o Sport. O Náutico contava com um grande goleiro, Neneca, o qual detinha na época o recorde mundial de tempo sem levar gols: 1636 minutos. Na zaga dois craques, Beliato e Sidclei. Vasconcelos ditava o ritmo no meio-campo e no ataque Dedeu e Jorge Mendonça infernizavam os adversários. Um timaço! Jorge Mendonça por exemplo, foi contratado por uma fábula na época: Seiscentos mil cruzeiros pagos a Castor de Andrade no Bangu.

O time-base do Figueirense era: Vanderlei; Pinga, Almeida, Orcina e Casagrande; Sérgio Lopes, Moacir e Lico (Letieri); Marcos, Toninho e Luís Everton. Foi esta equipe que perdeu a decisão do campeonato catarinense um mês antes para o Avaí. Trazia no comando do ataque o jogador Toninho que depois se transferiu para o futebol paulista. Curiosamente, Toninho formaria dupla de área com Jorge Mendonça um ano depois, na conquista do título paulista de 1976 pelo Palmeiras, último título do divino Ademir da Guia. Toninho foi durante muitos anos o recordista de gols do Figueirense em campeonatos brasileiros, só perdendo o posto para o atacante Edmundo na campanha de 2005.

A partida se realizou no Estádio Orlando Scarpelli inaugurado por completo em 1973, quando de uma partida contra o Vitória da Bahia.

Era um domingo de frio e o Figueirense partiu pra cima do alvirrubro pernambucano logo nos primeiros minutos. Foi um jogo com poucos lances de gol e no final somente o oportunismo de Toninho pelo Figueirense e de Dedeu pelo Náutico conseguiram tirar o zero do marcador.

Poucos se recordam, mas o folclórico Dedeu oriundo do Guarani de Sobral, muitas vezes ia lá e resolvia. E aquele esquadrão do Náutico fazia jus às suas sábias palavras: “Comigo ou sem migo nós ganha!”.

Uma resposta a HISTÓRIA

  1. Francisco de Assis Coelho disse:

    Acho um absurdo o aumento nos preços
    dos ingressos para os nossos jogos.
    A nossa diretoria é sempre quem puxa o valor dos ingressos lá prá cima. Será
    que ela pensa que os alvirrubros são
    todos elitistas e da classe A? Pois
    está enganada. Temos torcedores da
    classe B.C e D. Muitos já vieram dizer
    que não podiam ir ver jogos do Náutico
    porque era muito caro. O mais caros
    dos três times. E é verdade. A nossa
    diretoria pensa assim:10000×25,00=
    250.000,00 quando devia pensar assim:
    15.000×20,00=300.000,00. Vejam como a
    matemática é facil. Precisamos levar
    nosso torcedor ao estádio e não afas-
    tá-lo. Por que não se separa 3000/5000
    lugares e se vende o ingresso na hora
    ao valor de R$5,00? Por que? Por que
    não se vender o ingresso de estudante
    na hora e fazê-lo entrar por uma catraca separada? Acabaria esa bagunça
    de se comprar o ingresso na mão do
    cambista por um preço exorbitante.
    Gente, vocês precisam olhar mais para
    os torcedores, pois são eles que elevam
    nosso clube.

  2. Anderson Marcelo Pereira Silva disse:

    George Gaudêncio, meu pai atualmente reside em Portugal, numa cidade chamada Alcobaça (aproximadamente 30 km de Fátima), local do clube que defendeu em duas oportunidades (no meio e no final da carreira). Atualmente ele divide o tempo entre trabalho no comércio e ensinando os portuguesinhos a jogar futebol. Além disso vem estudando para ser treinador profissional, já que se limitou a treinar equipes de júniores, mas mesmo assim conseguiu levar uma equipe desconhecida de Portugal (frente aos grandes nomes como Benfica, Porto ou Sporting) à final de um torneio europeu de júniores com grandes clubes como PSG-Paris e Ajax Amesterdam. Fico torcendo para dê certo essa nova meta de sua vida, porque o futebol é tudo para ele.
    Saudações Alvirrubras.

  3. Pedro Selva Filho disse:

    CADÊ AS CONTRATAÇÕES ? ESTAMOS PRÓXIMOS DO INÍCIO DA SÉRIE A E AINDA NÃO CONTRATAMOS O SUFICIENTE PARA TERMOS UMA EQUIPE COMPETITIVA. OU SERÁ QUE ESTÃO ACREDITANDO QUE O QUE TEMOS AÍ RESOLVE ? PRECISAMOS DE ZAQUEIROS, VOLANTE (1), MEIA (1), ATACANTES (2). NÃO PODEMOS ESQUECER PARA DEPOIS NÃO FICARMOS NOS LAMENTANDO. SE PRECISAMOS CONTRATAR A HORA É ESSA, POIS OS DEMAIS CLUBES ESTÃO CORRENDO ATRÁS, E DEIXANDO PARA DEPOIS SÓ PEGAREMOS REFUGO….

  4. Fábio Roberto da Silva disse:

    Copa do Brasil
    Figueira busca abrir caminho para a história
    Se passar pelo Náutico, alvinegro fará a sua melhor campanha
    Recife

    O Figueirense joga a história na Copa do Brasil em dois duelos com o Náutico. Até aqui, nas nove participações anteriores, o máximo que o alvinegro alcançou foi justamente as quartas-de-final, em 2005. Se passar pelos pernambucanos, terá registrado uma nova marca histórica com a passagem às semifinais. O primeiro capítulo da disputa, exibido em 90 minutos, vai ao ar hoje, às 21h45min, no Estádio dos Aflitos, em Recife.

    A delegação alvinegra desembarcou na capital de Pernambuco no domingo. Lá, o técnico Mário Sérgio comandou dois treinos, testou formações e optou pela que julga ideal, e que só será conhecida momentos antes da partida. A essa altura do campeonato, ninguém quer "dar armas ao adversário". E o mistério ainda se justifica por outro fator: a propalada qualidade do Náutico.

    Vão levar pau e nada de ir a semi-final em cima de nós! Levem apitos!!!

  5. George Gaudêncio disse:

    Parabéns pelo seu pai Andérson. O conheci dentro de campo, pois na ocasião treinava no mirim do Náutico(depois pelo infantil). Sempre nos tratava com gentileza e brincadeiras, diferentemente de outros atletas do profissional que nos esnobava. Um grande ponta-direita,idealizador da famosa "cavadinha"(lembram ?) que com seu jeito simples conquistou seu espaço na galeria dos grandes ídolos do nosso glorioso Náutico.
    Aproveito para saber notícias dele. Se ainda é vivo, como está, onde mora , o que faz?
    Abraços a todos e até mais tarde no caldeirão.

  6. Geandre disse:

    Fico feliz quando vejo comentários do Anderson Marcelo, filho do Dedeu e também do Marcelo Fernandes (tá jogando Sowboll pelo Santos), grande Guerreiro de 2001/2002. Quem sentiu emoção pelas sete letras mágicas jamais esquecerá!

    Hoje vamos apoiar o time todo o jogo, a Camisa 12 é a amis importante do nosso time.

    Sds Alvirrubras,

  7. Anderson Marcelo Pereira Silva disse:

    Só tenho que falar que na hora que li esta matéria fiquei emocionado, sobre uma pessoa espetacular que é o meu pai, o DEDEU DOS NAUTICOS :) e que me fez tornar um ferveroso torcedor Alvirrubro.

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