HISTÓRIA

Ainda me lembro como se fosse ontem. Tudo começou em maio de 1989. O Náutico disputou um clássico contra o Santa Cruz, no Arruda, pelo Campeonato Pernambucano daquele ano. Nesse dia, os alvirrubros teriam uma novidade nas arquibancadas: entrava em cena uma das mais folclóricas e arraigadas torcidas do Clube Náutico Capibaribe: a Timbucana.

Folclórica porque dava ênfase ao mascote Timbu, marsupial bebedor incondicional de aguardente que representa as cores vermelho e branco do centenário clube recifense. Aliás, o velho Timba traz no nome a condição de representante geográfico pernambucano: o Rio Capibaribe.

Arraigada também pelo fato de ser a primeira torcida do Estado a ostentar a tradição de ter um boneco gigante com a cara do mascote Timbu – o Bonzão. Os bonecos gigantes são o símbolo maior do Carnaval de Olinda, imortalizados pelo mestre Botelho.

De volta àquela memorável partida, o Náutico ganhou do rival das três cores, e de virada. O primeiro gol do clássico fora marcado pelo ponta esquerda tricolor Rinaldo, numa cobrança de falta aos 27 minutos do primeiro tempo. Na etapa final, o ponta direita Nivaldo igualou e o velho ídolo Bizu fez valer a fama de goleador nato (ou melhor, Náutico!)e virou o placar em favor do Glorioso. Final do Clássico das Emoções: Náutico 2 a 1.

Eis a estréia do Bonzão, e da Timbucana. Ou vice-versa. Como quiser. Rodadas mais tarde o Náutico levantava o primeiro título centenário (de fato e de verdade). Naquele campeonato, o nome do troféu ofertado ao campeão era “Centenário da Proclamação da República”. Uma homenagem da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) aos 100 anos de proclamação da República Federativa do Brasil, em 1889.

Os anos se passaram e aí veio a famigerada década de 1990. O Náutico chegava às finais do Estadual, mas não conseguia concluir com competência. Em compensação, o time disputava a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro e foi a primeira vez que o Brasil assistia, das arquibancadas, ao comparecimento de um boneco gigante aos estádios de futebol na história do futebol em Pernambuco. O Bonzão despertava curiosidade e gerava elogios dos mais entusiasmados. Inclusive, chegou a ser capa local e nacional de periódicos esportivos daquela época.

Porém, na mesma proporção, o Bonzão era odiado pelos torcedores rivais do Santa Cruz e do Sport, que não engoliam uma iniciativa tão espontânea, inédita e popular, de identidade pernambucana, e que partia de uma torcida tida como elitizada, bem diferente do perfil dos torcedores dos históricos adversários do Náutico.

Pois bem, como o clube não ia bem das pernas sobrou para o Bonzão a pecha de azarento e responsável por tudo de ruim que acontecia ao Náutico. Principalmente dentro de campo. Isso era uma injustiça sem precedentes, afinal de contas, tanto o Bonzão quanto a Timbucana estrearam como vencedores!

Outra questão que fez com que alguns torcedores da Timbucana ficassem com as barbas de molho foi um protesto feito contra o presidente (ou seria, rei) da FPF, Carlos Alberto Oliveira, se não me engano no ano de 1994. Na ocasião, o dirigente fora “enterrado” pelos membros da torcida, e o seu “funeral” aconteceu nas sociais do Eládio de Barros Carvalho. A represália fora imediata e o autoritário cartola jogou pesado contra os alvirrubros.

Com o início do novo século, o 21, veio o soerguimento do Clube Náutico Capibaribe. A auto-estima dos torcedores alvirrubros foi resgatada a partir da memorável conquista do título de Campeão do Centenário em 2001 (o Estadual de 2001, que inclusive evitou o HEXA do arqui-rival Sport, e o segundo troféu centenário fora conquistado, de fato e de verdade); e o retorno à elite do futebol brasileiro.

O retorno da Timbucana me faz lembrar que os bons tempos estão de volta aos Aflitos! Não adianta quererem fazer menção de malogro para o Bonzão, como grande parte da imprensa local vive fazendo contra o Náutico! A hora é de resgatar a história pioneira que os torcedores timbus escreveu, e escreve, com muita galhardia e senso crítico.

Pelo contrário. Os anos de pausa para destilar o álcool vermelho e branco do entusiasmo, criatividade e paixão só proporcionaram qualidade ao teor dessa torcida vibrante e inovadora. Por isso quero propor aqui um brinde, com cana de cabeça, é claro, com todo o esplendor que o momento pede:

Saudações alvirrubras e seja bem-vinda à casa Timbucana!!!!!!

Avante, Náutico!

Por: José Gomes Neto, Repórter NauticoNET e alvirrubro.


www.timbucana.com

Uma resposta a HISTÓRIA

  1. José Pereira de Melo disse:

    PARABÉNS PELA BELA CRÔNICA. QUERIA FAZER UMA SUGESTÃO: PINTEM A CABEÇA DO BONZÃO DE BRANCO COM DETALHES VERMELHOS OK!

  2. Gustavo Cordeiro disse:

    não podemos falar de forma alguma q o náutico jogou bem tbm
    n podemos dizer q nosso time esta ótimo… Mais que
    diretoria burra da P… Meu deus será q eles tão estão vendo
    os jogos do náutico será q eles n percebem q o náutico
    precisa de reforços… Ainda falam em enxugar folha… Tem e
    q aumentar a folha… Precisamos de NO MINIMO 1 ZAGUEIRO,1
    VOLANTE,1 MEIA,1 ATACANTE… NO MINIMO… Isso quero
    informar q tem que ser jogador de 1 divisão n adianta trazer
    jogadorzinho n tem que ser bom pra jogar o que sabe e com
    raça … e que venha pra ser titular pq. assim ta FD e dessa
    forma vamos se FD na segunda divisão de novo … n podemos
    ficar calados n… Vamos COBRAR… E Q N VENHA NEM UM
    JOGADOR DE FORA DO BRASIL PQ SO VAI JOGAR EM SETENBRO E
    ESAMOS PRECISANDO PRA AGORA… ESPERO Q COMESSEM A COBRAR
    TDS… PRA VER SE ALGUEM FAX ALGO…

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