Uma Pedra No Sapato
Prezado Sr. Roberto Fernandes,
Como o senhor bem sabe desde seus tempos de arquibancada, enfrentar o Goiás sempre foi uma dor de cabeça para o alvirrubro. Desde a primeira participação do Goiás em Campeonatos Brasileiros em 1973. Por motivos históricos e cromáticos.
O Náutico sempre enfrentou o Goiás com o verde na memória. Como se fosse o América-PE. O verde em Pernambuco perdeu-se nos seguidos vice-campeonatos do time da Estrada do Arraial. Tornou-se uma cor banal. O Timbu só respeitava quando o verde atendia pelo nome de Palmeiras.
O Goiás quando enfrenta o Náutico, enfrenta o vermelho e branco do Vila Nova. Logo recorda o duelo de vida ou morte que mantém vivo o futebol goiano. E se arma com a faca entre os dentes, pronto para matar ou morrer.
Para nós mais um jogo.
Para o Goiás, independência ou morte!
Fácil saber quem leva vantagem no confronto.
No dia 31 de março de 1991 o Náutico de Bizu enfrentou o Goiás. O Brasil pela primeira vez em muito tempo não ouviu nenhuma salva de canhões.
1991 foi o ano do McLaren. É, Paulinho McLaren foi artilheiro do Brasileiro. Sem direito a espionagem. Logo após veio Túlio, centroavante do Goiás. Bizu chegou em quarto com 10 gols.
Nenhum dos dois fez nenhuma campanha brilhante. O Náutico foi décimo-quarto e o Goiás décimo-quinto. O lado pitoresco foi o rebaixamento do Grêmio.
Naquele dia foi tudo igual.
O alvirrubro pernambucano balançou a rede do inimigo por duas vezes: Bizu.
O Goiás balançou a rede do Náutico por duas vezes: Cacau.
2×2.
Sábado no Serra Dourada meu caro Comandante, por favor dê um conselho aos jogadores.
‘Joguem como se do outro lado não estivesse o América dos últimos carnavais. Imaginem que do outro lado se encontra o América de Leça e de Julinho. O América campeão do Centenário. Joguem como se o próximo prato de comida dependesse desse jogo’.
Coloquem a peixeira entre os dentes. E viva o daltonismo!!!!
COMPLICADO PARA AMBOS!Se para as pretensões do Náutico trata-se de um jogo complicado, muito mais complicado será para as pretensões do Goiás. Isso porque, do lado do Náutico, o mesmo vem de duas consecutivas e expressivas vitórias, enquanto para o lado do Goiás, o mesmo vem de duas derrotas, inclusive, uma dentro dos seus domínios, para um tive que está na zona de rebaixamento, sem contar que será o jogo do tudo ou nada para a concervação de emprego do técnico Paulo Bonamigo, do Goiás. Se o Goiás perde, o mesmo perderá o emprego. Acho sim complicado muito mais para o lado deles. Vamos jogar com inteligência, no esqumea 4-2-4, surpreendendo, assim como o fizemos contra o Paraná, no último confronto fora de casa. Eles estão focados somente no Acosta, quando estão esquecendo o Sidny, o Geraldo, o Marcelinho com sua velocidade. Do lado deles só me preocupa o Paulo Baya, e só! Está escrito na "Tábua de Moisés": Náutico 2 x 0. É ripa na xulipa. Dá-lhe, Náutico…