HISTÓRIA

17.217 torcedores assistiram ao primeiro baile da máquina alvirrubra. O supertime que dominaria Pernambuco durante os anos 60.

Era o dia 22 de janeiro de 1964.

A decisão de 1963.

Uma geração desaparecia no futebol local. Um sopro de renovação tomava conta dos estádios.

Noite. O Esporte tentava o tricampeonato.

Mas havia sido derrotado duas vezes seguidas pelo alvirrubro no mês de janeiro.

Quando olhavam as camisas alvirrubras os seus jogadores já enxergavam a derrota.

Armando Marques foi o juiz.

O Náutico entrou para a história com Lula; Gernan, Zequinha, Gilson Costa e Clóvis; Salomão e Ivan Brondi; Nado, Bita, Nino e o extraordinário Rinaldo.

O Esporte formou com Walter; Fioti, Baixa (Juths), Tomires e Nenzinho; Gojoba e Betancour; Fescina, Djalma, Abílio e Garrinchinha.

O ataque dos 70 gols começa marcando com Rinaldo.

Rinaldo que em maio chegaria a seleção brasileira marcando dois gols contra a Inglaterra.

Pois Rinaldo decide meter logo de cara dois gols no Esporte.

Parecia que estava tudo acabado, mas em uma cobrança de falta Djalma diminui aos 45′ do primeiro tempo.

No inicio do segundo tempo Fescina ousa empatar a peleja.

Ninguém ficava impune ao desafiar aquela máquina de jogar bola.

Ninguém.

O Timbu vai pra cima. Nado entorta Nenzinho, que vira nenenzinho.

Ivan domina o meio de campo. A bola procurava Ivan e Ivan engolia Gojoba e Betancour. Ivan jogou tanto naquela noite que Salomão pegou um livro e foi estudar medicina.

Mas ainda estava 2×2. 2×2 é um placar perigoso. Algumas vezes surpresas acontecem e o treinador Alfredo Gonzalez estava aperreado no banco.

Por pouco tempo.

Nado fez que ia pra direita e foi. Nenzinho só teve tempo de ver a bola descrevendo uma curva e no fim da curva estava o grande Nino. 3×2!

O baile começou. A bola de pé em pé. O Esporte na roda. Nino entra cara a cara e Walter defende.

Aliás o Esporte deveria construir uma estátua para Walter pelo que ele fez nesse jogo.

Faltava Bita. E Bita não poderia faltar: 4×2!

Foi um dos maiores olés da história. Dois pra lá, dois pra cá.

Rinaldo, artilheiro do campeonato com 18 gols.

Os jogadores ergueram o técnico e deram a volta no gramado.

Imortais.

Teve alvirrubro que só chegou em casa em 1968!

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