Quando o Náutico foi enfrentar o Corinthians na Copa do Brasil tive a idéia de contar a história da primeira partida entre as duas equipes em 1954. Não estatisticamente, porém com os olhos de torcedor.
A Nauticonet me deu a oportunidade de ter publicados os textos.
O que era passatempo tornou-se uma aventura pelo passado. Eu me vi pesquisando a vida de Bita, Bizu, de Celso. Eu me vi descobrindo partidas memoráveis, viradas históricas, momentos inesquecíveis.
Mas também percebi como é difícil obter grandes conquistas em nossa região.
O grande time do Náutico da década de 30 venceu o São Paulo em 1937. Mas a falta de intercâmbio com Rio e São Paulo, as grandes distâncias impediram o grupo de ser reconhecido nacionalmente.
Na década de 60, o extraordinário ataque das quatro letras parou no Vasco da Gama em 1965 nas quartas-de-final da Taça Brasil, no Santos de Pelé em 1966 nas semifinais e no Palmeiras na final de 1967. Sempre galgando um degrau a mais, sempre enfrentando arbitragens mafiosas, sempre desafiando a lei da gravidade brasileira. Aquele time ímpar precisou de três anos em confrontos com Cruzeiro, Santos e Palmeiras para ser reconhecido nacionalmente. E foi destruído pela política da CBD em 1968.
Nos anos 70 e 80 uma nova geração de craques defendeu as cores alvirrubras com raça e técnica.
Vencer o Vasco de Romário e Roberto Dinamite, golear o Corinthians de Sócrates e Casagrande, duelar com o Flamengo de Zico e Júnior de igual pra igual.
Qualquer um que observe o desnível econômico entre as regiões Norte e Sul imagina as dificuldades do clube de Rosa e Silva.
As páginas do passado se revelam glórias, também revelam instantes de dor, derrotas infames, lágrimas dos torcedores nas arquibancadas cruéis. A aventura de enveredar pelo tempo muitas vezes dói mais do que traz alegria. Principalmente quando o presente não se revela à altura da memória.
Semana passada eu delirei lembrando os gols de Bizu contra o Atlético-MG em 1989 e quase morri de raiva quando a bola insistia em não entrar no domingo.
No entanto sempre que imagino que o Náutico não conseguirá reviver os chutes de Rinaldo, as defesas de Lula, os gols de falta de Lima, olho nos olhos dos meus filhos e eles assistindo o velho Timba jogando não hesitam em gritar:
N-Á-U-T-I-C-O, N-Á-U-T-I-C-O, N-Á-U-T-I-C-O. NÁUTICO, NÁUTICO, NÁUTICO!!!
E inevitavelmente eu percebo que o futuro tem duas cores: Vermelha e Branca!
belissimas palavras . robeto
é exatamente desse geito .
somos nos tempo de hje sem duida temos q nos secrificar por algo melhor !
sds ALVI-RUBRAS !
* * * NAUTICO SEMPRE AO TEU LADO * * *
Belas palavras!! Parabens Roberto!! Muito bem dito, para fazer-mos frente aos times do sul e almejarmos algum título nacional temos que nos superar e enfrentar toda sorte de dificuldades, sejam financeiras, sejam políticas. Mas é assim mesmo. Permaneceremos lutando ao lado do Nautico!!! Saudaçoes.
Parabéns.
O texto está perfeito e daí podemos perceber o amor que move montanhas que sentimos pelo timba.
EU ACREDITO !