Pernambucanos tentam sair da zona de risco, enquanto os gaúchos precisam lutam para não colocarem liderança em risco.
Se líder que se preza não pode perder duas partidas consecutivas e time que luta contra o rebaixamento não pode se dar ao luxo de perder pontos em casa, a previsão para o duelo entre Náutico e Grêmio, neste domingo, às 18h10m, nos Aflitos, pela 22ª rodada do Brasileirão, é óbvia: jogo aberto.
E se o histórico deste confronto serve para apimentar ainda mais a partida, uma certa ‘batalha’ que aconteceu em 2005 pela última rodada da Série B nos leva a tirar mais uma conclusão: grandes chances de jogaço.
Feridos pela derrota por 3 a 1 para o Fluminense diante do torcedor, os pernambucanos precisam vencer e torcer por uma combinação de resultados para deixarem a zona de rebaixamento. Atualmente são 18º, com 21 pontos.
Por outro lado, lá na parte de cima da tabela, o Grêmio não pode perder para que não corra o risco de perder a liderança na rodada seguinte. Com 44 pontos, cinco de vantagem para o vice-líder Cruzeiro, os gaúchos caíram diante do Flamengo no meio de semana.
Grêmio tranqüilo e humilde
Visitante mais ‘mal-educado’ do Brasileirão, com cinco vitórias longe do Olímpico, o Grêmio chega ao Recife sem abalo pela última derrota. De volta ao time após cumprir suspensão automática, o zagueiro Léo reflete bem o clima de tranqüilidade no elenco.
Sereno, ele garante que o time entrará no gramado dos Aflitos em busca dos três pontos, mas sem a obrigação de levá-los para Porto Alegre.
- Como líder, é sempre bom vencer para manter a distância do segundo colocado. Mas sabemos também da dificuldade que é jogar nos Aflitos. Vamos buscar o resultado, mas se não der queremos ao menos pontuar.
Por trás do discurso humilde, há um certo tom de estratégia. Diante da má fase do Náutico, Léo sabe que deve ter pela frente um adversário ‘kamikaze’.
- Eles vão disputar a vida, né? Estão em um momento delicado, mas têm qualidade. É preciso ter cuidado, porque pra eles é tudo ou nada.
Além de Léo, que entra na vaga de Jean, suspenso, o lateral-direito Paulo Sérgio também volta o time, na vaga de Souza.
Timbu desfalcado e pressionado
O Náutico, que vem de duas derrotas seguidas, tem pela frente uma escrita a quebrar: não vence o Grêmio nos Aflitos desde 1991. Inclusive, os pernambucanos levam de goleada no retrospecto: são apenas duas vitórias, sete empates e 13 derrotas no Brasileirão. Na Série B, não venceu jogo algum contra o rival e ainda perdeu a final de 2005, quando o Grêmio ganhou por 1 a 0, no Recife, com quatro jogadores a menos e com os alvirrubros desperdiçando duas cobranças de pênaltis.
Diante da revolta da torcida, que viu o time deixar a liderança e cair para a 18ª posição, o técnico Roberto Fernandes pede calma e apoio.
- Temos oito desfalques e jogadores atuando longe de suas reais condições. É complicado. Mas, sinceramente, acredito em uma evolução do time. Sim, passamos por um momento complicado, mas temos um grupo reduzido à disposição, além de estar abatido. Agora é o momento de apoio – afirma o comandante.
De fato, Fernandes tem muitos problemas para escalar o time. Everaldo, Geraldo, Gilmar, Wiliam e Vágner estão no departamento médico e são dúvidas. O lateral-direito Maurinho foi punido com dois jogos de suspensão pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, e William levou o terceiro cartão amarelo na última rodada.
Além disso, o goleiro Eduardo, que tem recebido muitas vaias da torcida, corre o risco de perder a posição para André Sangalli. Já o lateral-esquerdo Wellington não pode enfrentar o Grêmio, dono de seus direitos federativos, por causa de uma cláusula do contrato. Por outro lado, o técnico conta com a volta de Radamés e tem à disposição Hamilton, regularizado.
Tardelli e Simon são os árbitros mais safados com mo Náutico
e a diretoria depois de cada lambança destes dois ladrões
nada faz e eles continuam aprontando e sendo escalados.
Depois do jogo, voltarei para uma avaliação da performance
de Tardelli hj.