Alguns amigos me perguntaram sobre a derrota do alvirrubro frente ao Serrano. Amigos rubro negros e tricolores.
Eu nunca gostei de derrota. Quem gosta de derrota é masoquista.
Porém, mesmo não gostando da derrota, o torcedor timbu sabe que o time tem força e elenco para reagir.
Roberto Fernandes é inteligente, matreiro. Nosso comandante sabe onde quer chegar.
No campo das estatísticas, no entanto, o quadro não é tão alentador.
O Náutico nos anos em que se sagrou campeão pernambucano sempre venceu o jogo de estréia. Exceto em 1951.
Senão, vejamos.
Em 1934 uma difícil vitória sobre o Encruzilhada: 4×3. Jogo que foi até suspenso.
1939 assistiu um clássico na estréia do alvirrubro. Um clássico com vitória de 4×2 sobre o Santa Cruz.
Em 1945, goleada de 4×1 em cima do Great Western.
1950 foi contra o Íbis: 3×0.
A única derrota aconteceu em 1951 ante o Esporte: 1×3. Mas foi uma derrota significativa. O Esporte marchou na frente do campeonato até a espetacular virada do dia 22 de novembro. O jogo em que o Náutico ganhou por 5×1 com 10 jogadores. A virada que levou o time ao bicampeonato.
Foi um típico caso de mal que vem pro bem…
Prosseguindo, em 52 foi 2×0 no América.
1954 e novamente Great Western, 2×0.
Em 1960 um massacre; 8×0 no Íbis.
1963 foi o ano da estréia do Centro Limoeirense. Ganhamos de 2×0 com gols de China.
1964, um empate: 2×2 com o Central. Na sequencia 2×2 com o América. O resto foi festa.
1965 metemos 7×1 no Ferroviário.
1966 foi 6×1 no Íbis.
1967 trouxe um estranho empate em 0×0 com o Santo Amaro. Não era o dia.
1968, 3×0 no Santo Amaro.
Os anos se passaram até o 3×0 no Íbis em 1974.
Em 1984 no dia 3 de junho 8×0 sobre o Ferroviário no Arruda.
3×0 no Sete de Setembro em 1985.
E o 3×1 no América em 1989.
No século XXI tivemos a vitória sobre o Vitória por 2×1 em 2001. Jogo dramático, por sinal.
Em 2002 um 4×3 contra o Intercontinental.
E em 2004 um empate de 2×2 com o Petrolina, quando a equipe já comemorava a vitória. E pior, seguido por uma derrota por 2×1 para o Porto.
Em 2008 quem é supersticioso já sentiu calafrios quando o Náutico pediu pra jogar primeiro com o Serrano.
Tudo porque em 1963, no começo da jornada do Hexa, o primeiro jogo do Timbu foi justamente contra o Centro Limoeirense nos Aflitos. Nada mais lógico que fazer uma grande festa novamente, 45 anos depois contra o mesmo Centro Limoeirense. Chamar os antigos ídolos. Soltar fogos. Ganhar com publicidade.
Mas decidiu-se ir primeiro para Serra Talhada. Um jogo reconhecidamente difícil.
Colheu-se a derrota. Derrota que pode não significar nada no frigir dos ovos. Ou pode significar tudo. A manutenção de um tabu que já dura 57 anos.
Quando perde na estréia, o Náutico não ganha o campeonato pernambucano.
Mas tabu só existe pra ser quebrado.
E como diz Celso Cordeiro, o Timbu ultimamente vive quebrando tabu!
O artigo seria impossível sem a colaboração do grande alvirrubro Carlos Celso Cordeiro.
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