A NauticoNET a partir de hoje publica matérias sobre os jovens atletas do Alvirrubro. A série possui quatro textos do colaborador Roberto Vieria.
As promessas do Clube Náutico Capibaribe
Quanto custa fabricar um craque?
Será que ele já nasce feito?
Será que ele já é craque desde o primeiro jogo?
Um craque pode ser destruído pela torcida antes de ser um craque?
Após a derrota do Náutico para o Serrano, estas e muitas outras perguntas se fazem pertinentes.
O Náutico inicia o campeonato sem o time titular.
Utiliza a prata-da-casa. Jogadores como Danilo, Reynaldo, Jhon e Helton.
Se o resultado é a vitória: Deuses!
Quando o resultado é negativo, a fúria das arquibancadas dos Aflitos queima as jovens promessas alvirrubras.
Assim como aconteceu com Thiago Laranjeira, Paulinho, Betinho e Diogo. Todos com futebol superior aos jogadores contratados em outros estados.
Revelar talentos é um trabalho longo e árduo. Porém, um trabalho importante em nossa região. Pródiga em boleiros, mas pobre de recursos.
Para uma melhor compreensão da formação de um craque.
Das reações da torcida e da crônica esportiva.
Da realidade do mundo da bola.
Fui buscar os momentos que antecederam o brilho de três gênios Timbus.
Três jogadores do Time dos Sonhos de Rosa e Silva.
Titulares de qualquer Seleção Pernambucana de Futebol que se ouse escalar..
Como foi o começo destes craques?
Qual a reação da platéia?
Qual a reação dos jornais?
Espero que os textos provoquem reflexão.
E que a reflexão traga paciência com os jovens que chegam para vestir o manto sagrado do Náutico.
* Os mais jovens podem rebatizar o texto como ‘REFLEXÕES SOBRE THE NEW KIDS ON THE BLOCK’
Bita, o menio do rifle
Bita aparece pela primeira vez no Clube Náutico Capibaribe no dia 20 de janeiro de 1962.
Jogando de centroavante, enquanto Nado atua na ponta esquerda.
Pouco depois é deslocado para a meia-direita durante quatro jogos.
E enfrenta o ano de 1962 revezando-se com Pratinha no comando do ataque.
Alguém lembra de Pratinha?
Com a chegada de China, Bita vai de novo para a meia-direita.
Torcedores e imprensa concordam em um ponto no ano de 1962: Bita é um jogador normal.
No dia 15 de abril de 1962, o Náutico realiza um amistoso contra o CSA nos Aflitos.
Para um público de 1214 pessoas.
Com 45 segundos de jogo Bita inaugura o marcador. E segue marcando gols.
O Náutico venceu por 9×0 o bicampeão alagoano.
Bita fez sete gols.
Em amistosos interestaduais com equipes do porte de Náutico e CSA, a façanha de Bita é única.
Recordem bem. Dois anos depois Pelé marcou 8 gols contra o Botafogo de Ribeirão Preto.
Pois é. Jornais e torcida acharam tudo obra do acaso.
Obrigação de artilheiro.
O Homem do Rifle estava ali, de arma em punho. Mas ninguém parecia notar.
coisa e a tricocoisa empataram, em seu site estão gozando
com nossa cara dizendo que vão colocar o dobro do nosso
público no próximo jogo. Lugar de alvirrubro é nos aflitos.
como é que vamos cobrar contratações de nossa diretoria?
quem não comprou o ingresso deve comprar, hoje é clássico.