HISTÓRIA

27 de janeiro de 1968. Um dia histórico para o Clube Náutico Capibaribe. Um dia para permanecer na memória de todo alvirrubro.

Com transmissão do Escrete de Ouro.

Narração de Ivan Lima e João Batista.

Às 23:30 horário de Brasília.

O Náutico faria seu primeiro jogo fora de casa na Libertadores.

Um jogo que por si já seria importante.

Mas se tornaria histórico, duplamente, pelos seus desdobramentos.

O Náutico chegou em Caracas cheio de dúvidas e contusões. Na bagagem, farinha e charque. A equipe começava a viver o seu ocaso, como tudo na vida, o Timbu também tinha começo, meio e fim.

Mas ainda restavam algumas balas na agulha. Poucas é verdade. Mas a vida é sempre surpreendente. A Libertadores da América significou muito mais que o batismo da equipe pentacampeã pernambucana em torneios internacionais.

Mas ninguém seria capaz de imaginar o quanto.

O Náutico perdera na estréia para o Palmeiras por 3×1. Uma ducha de água fria na equipe e no técnico Duque. Porém, uma vitória colocaria o Náutico na luta. O adversário era o vice-campeão venezuelano, o Deportivo Português.

Adonias de Moura em seu artigo lembra o preparo físico dos venezuelanos. Recorda também que 80% dos jogadores das equipes venezuelanas são estrangeiros.

Tiro e queda.

O Náutico entrou nervoso em campo. Aos 3′ um tirombaço de Matias obriga o goleiro Walter a fazer um milagre. O lance finalmente acordou os alvirrubros que partiram para o ataque. Primeiro com Ivan e depois com Nino e Lala.

O Deportivo recuou. Mas no seu recuo ele preparou um contra-ataque. Quando o domínio alvirrubro era flagrante, eis que surge Ramos e marca o tento para o Deportivo. 1 x 0.

O Náutico sente o golpe. Limeira recua uma bola na fogueira para Walter e Rato quase marca. Um minuto depois, Walter larga a bola mas consegue se recuperar a tempo. Aos 43′ Rato quase amplia. Aos 44′ Walter faz um milagre.

No intervalo, Duque tenta acalmar os ânimos. O péssimo gramado do Estádio Olímpico e a correria desenfreada dos adversários pareciam demais para o Náutico.

Foi quando apareceu Ivan Brondi. Eram decorridos 8′ do segundo tempo. O Náutico tivera duas chances de gol na volta para a etapa complementar. Na terceira, Ivan não perdoou. Estava empatada a peleja.

O Náutico ameaçou com Rafael cobrando falta.

O Deportivo respondeu com uma bola na trave que ainda resvalou em Mauro antes de sair pela linha de fundo.

O jogo terminou 1 x 1. Um péssimo resultado para o Timbu. naquele tempo das quatro equipes em cada grupo, classificava-se apenas uma. E restavam poucas dúvidas que a vaga seria do Palmeiras.

Tudo seria muito triste se o acaso não estivesse brincando com o clube de Rosa e Silva.

Ali, naquela terra distante, rica em petróleo. Naquele cenário de um empate com gosto de derrota. Naquele momento, estava tomando forma o Hexacampeonato.

Pois na equipe do Deportivo jogavam Rato e Ramos.

Jogadores brasileiros que desnortearam a defesa alvirrubra.

Jogadores que seriam importados em breve pelo Clube Náutico para seu último momento de glória nos anos 60.

Rato e Ramos. Fundamentais em um jogo que aconteceria em julho nos Aflitos.

A final do pernambucano de 1968!

A final do Hexa…

Muito mais importante que qualquer Libertadores da vida.

Uma resposta a HISTÓRIA

  1. Rafael Augusto Costa de Oliveira disse:

    Senão me engano o 1º foi o Bahia, ainda na década de 50.

  2. Gueu Fanáutico disse:

    NÁUTICO MANDA !

    NÁUTICO MANDA !

    NÁUTICO MANDA !

    1° TIME DO NORTE NODESTE A PARTICIPAR DA LIBERTA !
    É NÓOOOSS .

    VAMOS TIMBU , VAMOS !

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