HISTÓRIA

1975: O PASSAT ALVIRRUBRO EM FLORIANOPÓLIS

Em setembro de 1975, três amigos pegaram o seu Passat e rodaram os 3500 Km que separam Recife e Florianópolis. Missão: assistir o glorioso alvirrubro de Rosa e Silva enfrentando o Figueirense pela primeira vez.

Antonio Almeida Silva, português e torcedor do Belenenses, viajou acompanhado do seu irmão, Waldemar de Almeida, também português, só que adepto do Benfica. Junto deles, o colega Salatiel Antonio.

Os bravos irmãos portugueses não torciam por nenhum time brasileiro, porém ao serem apresentados ao Náutico, renderam-se à nova paixão.

Em uma tarde fria, o Timbu entrou em campo com o seu uniforme branco de mangas compridas. Beliato não pôde atuar cedendo seu lugar a Djalma Sales. A equipe formou com Neneca: Miguel,Djalma Sales,Sidclei e França; Pedro Omar e Vasconcelos; Baiano (Luís Fernando), Betinho, Jorge Mendonça e Lima(Dedeu).

O Figueirense usando mangas curtas e uniforme com listras brancas e pretas escalou Nilson; Pinga, Nelson, Almeida e Casagrande; Sergio Lopes e Dito Cola(Luiz Everton); Marcos(Lico), Toninho, Volmir e Moacir.

A arbitragem foi de José de Assis Aragão.

Logo aos 6’ Toninho invade a área e finaliza sem ângulo para defesa de Neneca. Aos 18’ numa cobrança magistral de falta de Lima, Pedro Omar sobe e cabeceia para um milagre de Nilson. Então o jogo fica restrito ao meio-campo com o gramado pesado marcando os dois times.

No retorno para o segundo tempo um lance acirra os ânimos. Aos 2’ Toninho finta Lima e cara a cara com Neneca chuta por cima do arco. Volmir, um ex-jogador do Internacional de Porto Alegre, famoso por sua catimba, agride Vasconcelos na área. Neneca agindo sem pensar mete uma bolacha em Toninho mandando-o a nocaute. Basta comparar a envergadura de Neneca e Toninho pra imaginar o estrago. O pau come solto, porém apenas o goleiro do Náutico é expulso. Orlando Fantoni sacrifica Baiano e põe Luís Fernando na meta. No primeiro lance aos 8’ Lino cobra um escanteio, Toninho ainda grogue antecipa-se a Miguel e cabeceia para o barbante.

Figueirense 1×0.

Pra quem imaginava o Náutico morto, puro engano. O alvirrubro se multiplica em campo e encurrala o Figueirense. Com 17’ Pedro Omar domina na entrada da área e fuzila na trave. Aos 26’ é a vez de Jorge Mendonça entrar driblando na defesa do Furacão e novamente acertar a trave. Então Fantoni olha pro banco, beija a medalhinha e grita pra Dedeu entrar no lugar de Lima. São decorridos 37’ do segundo tempo quando Vasconcelos domina a pelota no meio de campo, está cercado por uma multidão de jogadores de preto e branco, mas num átimo de segundo toca a bola com maestria no nada. Atônitos os zagueiros do Figueirense vêem surgir do nada aquele ponteiro rápido saído do banco de reservas. No momento seguinte estão driblados e apenas observam Dedeu entrar cara a cara com Nilson. Quando todos esperam uma bomba, ele coloca devagarinho no cantinho da cidadela inimiga.

1X1.

O estádio em silêncio assiste um time coberto de lama comemorando como crianças em campo.

Nas arquibancadas, três amigos pulam e se abraçam como se fossem os 300 de Esparta e houvessem vencido uma batalha: A batalha de Florianópolis.

Pois se Esparta precisava de 300 guerreiros contra os persas, para o Náutico bastam 10 homens em campo e 3 apaixonados nas arquibancadas!

PS: Se alguém tiver notícias dos 3 amigos, favor entrar em contato!

Uma resposta a HISTÓRIA

  1. Matheus Albuquerque Rodrigues disse:

    vamos vencer hoje o figueirense,conseguir os 3 pontos e
    garantir nossa vaga na sulamericana.

    Com champs ou Nike o Náutico vai estar na sulamericana em
    2009.
    Espero que a camisa do Náutico em 2009,mesmo com a
    CHAMPS,seja bonita,com novos patrocinadores,e com o nome dos
    jogadores atrás.

    ROBERTO FERNANDES E JOGADORES:
    NÓS CONFIAMOS EM VOCÊS.

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