Para muitos, mestre da grande área. Um dos heróis do Hexa!
Para outros, um poeta.
Porém, Gilson Saraiva foi muito mais do que isso.
Como as pessoas tem memória curta, vale a pena recordar.
Diplomado pela UFPE em medicina, logo seguiu para São Paulo como bolsista da CAPES, fazendo estágio no Hospital das Clínicas da USP.
Teve como professor, o notável coagulacionista Eurico Coelho.
Aprendeu tão bem as lições que rapidamente tornou-se autoridade mundial em Hemofilia.
Logo depois foi agraciado com uma bolsa de estudos do Conselho Britânico para estágio em Manchester, Inglaterra.
Apresentou dissertação de mestrado sobre o antifator VIII da coagulação.
Aprovado, foi recebido em sessão solene presidida pela Rainha Elizabeth. Como é costume entre os britânicos.
Volta pra casa.
Assume o serviço de coagulação do Hemope.
Torna-se professor da UFPE e da FESP.
Presidente da Sociedade Brasileira de Hemofilia.
Vice-presidente da Sociedade Mundial de Hemofilia.
Um humanista.
Falecendo precocemente em 1993, Gilson Saraiva foi um mestre da grande área.
Foi poeta. Poucos sabem.
E foi um apaixonado pela medicina.
Em sua homenagem, o Centro dos Hemofílicos do Recife tem seu nome.
Há 15 anos, Gilson Saraiva foi bater bola em outra dimensão.
Há 15 anos, Romildo Barros Lins, ex-presidente do Colégio Brasileiro de Hematologia, escreveu um belo texto de despedida no Diário de Pernambuco para o amigo.
Desde então, silêncio.
Como eu dizia.
Para muitos, mestre da grande área.
Para outros, um poeta.
Porém, Dr. Gilson Saraiva foi muito mais do que isso.
Como as pessoas tem memória curta, vale a pena recordar.